Por: diario | 12/02/2019

Na virada deste sábado (16) para domingo (17), termina mais uma edição do horário de verão e moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil deverão atrasar os relógios em uma hora.

Desta vez, a duração do horário de verão será mais curta do que o normal, já que historicamente, esse período começa no terceiro domingo de outubro, porém em 2018 o início foi adiado por conta do segundo turno das eleições, a pedido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Se não houvesse o adiamento, aumentaria a diferença de horário entre os estados do Sul e do Sudeste e os que já têm fuso diferente, atrapalhando a divulgação dos resultados das urnas.

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Em vigor desde 1931, a mudança de horário foi uma estratégia do governo para gerar economia de energia, porém, sobre essa economia, a assessoria de imprensa da Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), de Florianópolis, informou à equipe do Diário do Alto Vale que estudos realizados no ano passado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e pelo Ministério de Minas e Energia (MME), demonstraram que a adoção do horário de verão em âmbito nacional traz, atualmente, resultados próximos da neutralidade para o sistema, devido ao deslocamento da ponta do consumo do final para o início da tarde.

Ainda de acordo com a Celesc, a nova condição está associada principalmente, ao aumento do uso de sistemas de ar condicionado e refrigeração e à redução do consumo da iluminação pública e residencial por conta das inovações tecnológicas, como as lâmpadas de LED, que são mais eficientes e, portanto, consomem menos energia mantendo a mesma luminosidade.

“Então, não adianta reduzir 4,5% o pico de consumo, entre 18h e 21h, se esse pico de consumo ocorre no início da tarde, ou seja, perdeu-se a eficiência energética da medida”, informou a nota oficial.

Os estudos estão sendo avaliados pelo Governo Federal, que decidiu manter a vigência do horário de verão por enquanto, considerando que a medida traz a população outros benefícios, como o ganho de tempo para lazer e turismo, incentivo ao comércio e maior segurança, mas a política, porém, será reavaliada para os próximos anos.
Em relação ao balanço de economia ou não desta edição do horário de verão, os dados somente serão divulgados pelo ONS após o fim da temporada de verão.

Elisiane Maciel