Por: diario | 19/09/2018
Haddad quer reforma bancária
O candidato à presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, passou a terça-feira em Santa Catarina. Acompanhado de sua vice, Manuela D’Ávila, esteve com representantes do setor da pesca em Itajaí e, em Florianópolis, participou de um ato na área central da cidade. Antes, em coletiva à imprensa nacional e estadual, falou a revisão do pacto federativo, de forma que fiquem mais recursos nos municípios e estados, diferentemente do que acontece hoje.
A primeira medida para que isso seja possível, conforme prevê o plano de governo, será a substituição de vários impostos, municipais, estaduais e federais, por um único imposto de valor agregado. Mas é necessário garantir a estados e municípios que suas receitas reais não cairão na transição do atual sistema para o proposto.
“É isso que vai garantir a aprovação da reforma tributária no Congresso nacional. Os deputados e senadores ficam preocupados, e com razão. Têm medo de prejudicar suas regiões sem que esteja assegurada a estabilidade ou o crescimento das receitas. A União terá que entrar com uma cota”, explicou ao defender também a reforma bancária, de forma a reduzir as taxas de juros para garantir que os negócios sejam abertos e se consolidem, “o que não acontece quando o juro é maior do que o lucro”.
Questionado sobre como realizar as reformas necessárias com um Congresso que deve ter pouca renovação, disse estar seguro que “o Congresso não vai mais apostar na crise”. E completou:
“Ninguém aguenta mais o que está acontecendo. A gente precisa de um pouco de paz e tranquilidade para dar esperança para as pessoas. Vamos ter que pactuar uma saída pra não jogar o país em um atraso ainda maior. Temos que fazer o caminho de volta para a normalidade democrática, apostar em uma saída institucional e negociada. Isso não significa não ter oposição, mas ter oposição que queira construir soluções para o país.”

Casal Moreira

Juntos, o governador Eduardo Pinho Moreira e a primeira-dama Nicole Torret Rocha Moreira cativam crianças e adultos por onde passam. Em agenda conjunta, fizeram a alegria da criançada de Caçador, durante a inauguração, ontem, de um playground que atenderá crianças do Centro Social Marista. O casal também esteve em São Lourenço do Oeste.

ENTREVISTA Rogério Portanova – Candidato ao Governo do Estado – Rede/SC


Nos primeiros dias de cada semana, a Coluna Pelo Estado vai publicar breves entrevistas com os candidatos ao governo do Estado. Entre os temas apresentados, o candidato pelo partido Rede Sustentabilidade (Rede), Rogério Portanova, escolheu falar sobre “Pluripartidarismo e democracia”.

[PeloEstado] – No caso do Brasil, o pluripartidarismo é sinônimo de democracia?
Portanova –
 Ou a democracia é pluripartidária, ou não é democracia. Ser eficiente ou não, depende muito mais do caráter dos políticos. A questão não está no número dos partidos ou na ideia de que reduzir esse número vai fazer melhorar o sistema político do Brasil.[PE] – Onde está a questão, então?
Portanova –
 Em se ter um vínculo programático, ideológico, para que sejam cumpridas as bandeiras de um partido. Do que é que adianta o Brasil, hoje, ter quase 40 siglas partidáris e ter um “centrão” com 10, 12 partidos com ideologias completamente diferentes. É o caso de Santa Catarina. Como é que se explica o PCdoB, o PSB e o PDT, que são partidos do campo social, estarem em uma coligação com o PSD e o PP, o primeiro neoliberal e o segundo de políticos tradicionais? Não há lógica nisso! E afasta o eleitor da política, porque chega um momento em que ele já não sabe mais o que aquele partido vai de fato defender. Em uma visão pragmática os partidos abandonam seus princípios programáticos.[PE] – Esse é um dos motivos da crise que o país atravessa?
Portanova – 
Nós chegamos a essa crise ética e política porque o que se tem é o poder pelo poder. Se junta qualquer um com qualquer outro, pessoas que foram inimigas a vida inteira estão juntas pela expectativa de se manter. O grande problema não é o pluripartidarismo, mas a falta de compromisso dos partidos com relação aos seus programas.

Por Andréa Leonora
Pelo Estado