Por: diario | 24/05/2018

Que as duas forças que movem o país é agricultura e o transporte nós sabemos, e isso só vem sendo reforçado nos últimos três dias, onde a paralisação dos caminhoneiros vem ganhando força e atingido todo o país. Um relatório da Policia Rodoviária Federal mostra que pelo menos em 36 pontos entre a BR 101, BR, 116, BR, BR 163, BR 280, BR 282, BR 470, acontecem manifestações em relação aos valores elevados de diesel repassados pelas refinarias nos últimos dias.

A greve já apresenta reflexos em Santa Catarina. A Cooperativa Central Aurora Alimentos anunciou nesta terça-feira (22) que vai parar as atividades das indústrias de processamento de aves e suínos no estado nesta quinta (24) e sexta (25). O acesso aos portos catarinenses também está prejudicado, há falta de combustíveis em postos e a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) alerta para possíveis prejuízos. Em nota oficial a empresa declarou, “A Cooperativa Central Aurora Alimentos comunica que, em consequência da greve que atinge o setor de transportes nas regiões onde estão instaladas as suas unidades produtivas, paralisará totalmente as atividades das indústrias de processamento de aves e suínos em Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul (inicialmente) nesta quinta e sexta-feira, dias 24 e 25 de maio de 2018.

A suspensão total das atividades tornou-se imperativa e inevitável em razão dos efeitos do movimento grevista que impede a passagem dos caminhões que transportam todos os insumos necessários ao funcionamento das indústrias e, também, o escoamento dos produtos acabados para os portos e os centros de consumo. A capacidade de estocagem de produtos frigorificados, de 50 mil toneladas, está exaurida.

 

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No campo, as famílias rurais são as mais prejudicadas porque o mesmo movimento grevista impede o fornecimento de ração, pintinhos, material genético, remédios etc. aos milhares de produtores rurais, colocando em risco imensos planteis de aves, suínos e bovinos. Ao mesmo tempo, impede a retirada da produção agrícola e pecuária. Dessa forma, o sistema de produção no campo e na cidade ficou asfixiado e impossibilitado de operar em face da falência de suprimentos.

Sem fazer qualquer julgamento sobre a legitimidade ou a legalidade da greve, a Aurora Alimentos adverte para o sofrimento e as perdas que estão sendo impostas a milhares de famílias rurais, trabalhadores urbanos, micro e pequenas empresas da cadeia produtiva e ao sistema cooperativista”, declarou a empresa.

As empresas Ônibus Circular e Expresso Taioense comunicaram em nota da possibilidade de paralisação ou redução do Transporte Público nos Próximos dias em Rio do Sul e em outras cidades do Alto Vale. “É de conhecimento geral que desde a última segunda-feira, dia 21 de maio, caminhoneiros estão paralisando rodovias e refinarias, em protesto contra o aumento dos combustíveis, principalmente do óleo diesel. Tais fatos têm afetado a logística de distribuição do Óleo Diesel de nossos fornecedores, comprometendo o fornecimento de combustível para nossas empresas e consequentemente impossibilitando a operação habitual de nossos serviços de transporte”, comunicou.

Falta da gasolina

Em somente três dias de greve a falta de gasolina já está sendo refletidas em vários postos da região, filas extensas tomam conta dos pátios na esperança de não ficar sem o produto. Em Rio do Sul postos já estão com o abastecimento comprometido, o posto Brasília, posto Centro e o posto Russi estão sem gasolina comum. Postos em cidades do Alto Vale devem ficar com o abastecimento comprometido também. Pouso Redondo é uma das cidades em que dois postos constatados já não possuem mais gasolina comum.

Paralisações no Alto Vale

No km 375, da SC-350, na localidade Santa Teresa, em Aurora, os caminhoneiros que protestam contra a alta dos combustíveis afirmam que a mobilização é por tempo indeterminado. Em Ituporanga no Cerro Negro e Bela Vista também acontecem manifestações. Em Petrolândia a paralização continua, agricultores fecham acesso ao município de Petrolândia na manhã desta quarta-feira (23) a ação ato é em apoio a greve dos caminhoneiros.

Política de preços

A Petrobras mudou sua política de ajuste de preços em três de julho do ano passado. Pela nova metodologia, os reajustes acontecem com maior frequência, até diariamente, se necessário, refletindo as variações do petróleo e derivados no mercado internacional, e também do dólar. Somente na semana passada, foram cinco reajustes diários seguidos.
Em maio, já foram anunciadas dez altas e seis quedas no preço do diesel e 12 altas e três quedas no da gasolina. Desde julho de 2017, o preço da gasolina nas refinarias acumula alta de 54,51% e, o do diesel, de 55,09%, segundo o Valor Online.
Prefeitos do Alto Vale

Os prefeitos do Alto Vale – 19 municípios que estão reunidos em Brasília decidiram paralisar os setores de Agricultura e Obras durante a quinta-feira (24) e sexta-feira (23).

Tatiana Hoeltgebaum