Por: diario | 28/11/2019

 

Luana Abreu

 

Governo do Estado de Santa Catarina rompeu nesta terça-feira (26) o contrato com a empresa responsável pelas obras de ampliação e melhoria da Escola Leopoldo Jacobsen, de Taió. A ordem de serviço foi entregue em novembro de 2017 com prazo de 300 dias para a conclusão. Dois anos após a liberação para o início dos trabalhos, o serviço ainda não foi entregue.

 

O contrato previa reforma completa em uma área de 1.054,66 metros quadrados e ampliação em três pavimentos com área de 2.541,29 metros quadrados. O investimento do Governo do Estado é de R$ 3,2 milhões, através do Pacto pela Educação.

 

A equipe do DAV entrou em contato com a Secretaria de Estado da Educação que explicou que as obras estavam em andamento, mas durante esse processo, a empresa Floriano Construtora e Incorporadora Ltda, utilizou fotos de outra escola que também estava passando por reformas para que o Governo do Estado pudesse ir fazendo os pagamentos. Quando a fraude foi descoberta, um acordo foi firmado entre empresa e Governo para que a construtora concluísse parte da obra que já havia começado.

 

Além de romper o contrato, o Governo do Estado através da Gerência de Infraestrutura, proibiu a empresa de entrar nas dependências da escola e uma multa de R$ 100 mil reais foi imposta à construtora. Agora uma nova licitação será aberta para que outra empresa assuma o andamento e conclua as obras de reforma e ampliação.

 

Câmara de Vereadores

 

O assunto foi debatido em sessão na Câmara de Vereadores de Taió e uma moção de repúdio foi enviada à Secretaria de Estado da Educação. O vereador Jair Alberto das Neves, mais conhecido como Jinho, considerou a situação um descaso. “É inadmissível que uma empresa participe de uma licitação, ganhe, receba e não conclua a obra, acho importante fazermos uma moção de repúdio e mais alguma coisa para fazer com que essa empresa conclua o serviço que iniciou”, disse em tribuna.

 

Outro vereador que enfatizou a situação foi Aroldo Peicher Junior, o Peixinho, que lembrou que algumas empresas baixam o valor das propostas para ganhar a licitação. “Baixou praticamente em R$ 1 milhão, o valor da obra, então vai saber se a qualidade vai ser boa. Você baixar o valor da proposta para ganhar e depois não fazer, a gente vê que isso é um grande problema no serviço público” afirmou.

 

O presidente da Câmara, Tiago Maestri lembrou que a obra já está praticamente quitada. “Mais de 90% do valor da obra foi pago. Como sugestão, poderíamos fazer uma moção de repúdio e convidar o dono da empresa para dar explicações em tribuna”, declarou.