Por: diario | 23/05/2017

Um dos nomes mais fortes da equipe de deixou o cargo oficialmente nesta segunda-feira (22). Antonio Gavazzoni não é mais o secretário de Estado da Fazenda. Ele estava no cargo desde 2013 e a decisão foi comunicada após uma reunião que ele teve com o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo.

Gavazzoni deixa o Governo em um período conturbado da política nacional, com reflexos no Estado. Ele chegou a ser citado na delação de um dos diretores da JBS, em que afirma que Colombo recebeu R$ 10 milhões para a campanha eleitoral de 2014. O grupo estaria interessado na compra da Casan. O agora ex-secretário também teve o nome citado entre os executivos da Odebrecht, no pedido de doações de campanha não contabilizados entre 2010 e 2015, para campanhas partidárias.

Por meio de nota o ex-secretário se pronunciou para a imprensa catarinense e se defendeu das acusações. “Todos os encontros narrados foram presenciados por terceiros que testemunharão para esclarecer a verdade”, declarou Gavazzoni, que ainda criticou as versões apresentadas por executivos. “Esses criminosos confessos, que buscam a qualquer preço montar versões que justifiquem a troca de penas alongadas por liberdade e vida milionária no exterior, não podem vencer”, acrescentou.

No texto Gavazzoni comenta que enfrentou um período difícil da economia nacional e graças as decisões e medidas tomadas enquanto esteve à frente da Fazenda o Estado não teve serviços prejudicados. “Vencemos por não aumentar impostos nem atrasar salários. Se isso tivesse ocorrido, a Segurança, a Saúde e a Educação teriam entrado em colapso, como aconteceu em vários estados. O progresso econômico e social estaria severamente comprometido”, lembrou.

Na nota ele declara ainda que mantém o entusiasmo pela vida pública, mas não tem forças para seguir no comando da pasta neste momento, e afirmou que chegou ao limite com o desgaste gerado pelas acusações. “Os dois fatos envolvendo questões eleitorais, injustas e improcedentes quando citam meu nome e, por isso, doloridas. Abro mão do foro privilegiado porque nada temo”, encerrou.

O governador também se pronunciou. Raimundo Colombo lamentou a saída, a qual considera uma perda muito grande na equipe de Governo. “Ele foi uma das pessoas mais brilhantes, mais inteligentes, mais dedicadas. Era sempre um dos primeiros a chegar e um dos últimos a sair. Uma colaboração extraordinária com uma eficiência incrível”, declarou.

A secretaria de Estado da Fazenda deve ser assumida por Almir Gorges, funcionário de carreira do Estado. Gorges já atuou como secretário-adjunto da pasta.

Albanir Júnior


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