Por: diario | 05/10/2018

O preço médio da gasolina no país acumulou em 12 meses até setembro alta de 19,99%, segundo dados sobre a inflação divulgados nesta sexta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Somente em setembro, a gasolina registrou alta de 3,94%. No acumulado nos nove primeiros meses do ano, o aumento é de 13,74%
De acordo com o gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves, a gasolina representou 18% da inflação de 4,53% no país, no acumulado em 12 meses, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

A principal pressão inflacionária no mês de setembro, segundo o IBGE, veio dos combustíveis que saíram de uma deflação de 1,86% em agosto para alta de 4,18% em setembro, e responderam por metade da variação mensal de 0,48% do IPCA.
Já o preço do diesel teve alta de 6,91% em setembro, acumulando aumento de 12,39% em 12 meses.
O etanol por sua vez subiu 5,42% em setembro, acumulando alta de 8,69% no ano.

Razões da alta

A alta dos combustíveis em setembro foi influenciada pela alta no preço do barril do petróleo, bem como pelo dólar mais alto. O IBGE lembrou ainda que no dia 31 de agosto o diesel nas refinarias foi reajustado em 13% depois de 3 meses de congelamento de preços.
A Petrobras adota novo formato na política de ajuste de preços desde 3 de julho do ano passado. Pela nova metodologia, os reajustes acontecem com maior periodicidade, inclusive diariamente, refletindo sobretudo o preço internacional e o câmbio.
O gerente da pesquisa explica que a gasolina é o segundo item de maior peso na composição da inflação.
A gasolina pesa 4,53%, enquanto a refeição pesa em torno de 5%. “Só para se ter ideia, a energia elétrica, que tem muito peso no orçamento das famílias, representa 4,07% do IPCA. O arroz, pesa 0,58% e a batata-inglesa, 0,14%”, destacou o pesquisador.