Por: diario | 05/07/2019

Praticando a tarifa mais competitiva do Brasil há no mínimo cinco anos, Santa Catarina já trabalha com a sinalização de preço do gás natural, considerando a proposta de abertura de mercado do Governo Federal. O Ministério da Fazenda apontou recentemente a possibilidade de redução de 40% no preço de aquisição em dois anos, a partir da potencial entrada de novos ofertantes.Praticando a tarifa mais competitiva do Brasil há no mínimo cinco anos, Santa Catarina já trabalha com a sinalização de preço do gás natural, considerando a proposta de abertura de mercado do Governo Federal.

O Ministério da Fazenda apontou recentemente a possibilidade de redução de 40% no preço de aquisição em dois anos, a partir da potencial entrada de novos ofertantes.Considerando o mercado industrial, a competitividade do energético distribuído hoje pela SCGÁS chega a ultrapassar o patamar de 40% abaixo das tarifas praticadas nos demais Estados da federação em algumas faixas de consumo. Em Santa Catarina, a distribuidora atende apenas o mercado não térmico e a realidade de tarifas baixas no segmento das indústrias se verifica também nos mercados automotivo, comercial e residencial.O principal motivo para precificação bem abaixo das demais distribuidoras do país encontra-se no fato de a SCGÁS não ter aderido à nova política de preços da Petrobras, fazendo valer as cláusulas contratuais assinadas em 1995, quando foi contratado o suprimento para atender o mercado catarinense. No entanto, cabe destacar que a distribuidora realiza chamada pública para contratação de novos supridores a partir de março de 2020, mas ainda não consegue sinalizar claramente quais seriam os efeitos na tarifa a partir dessa data.As definições devem ser anunciadas no final do ano, entre os meses de novembro e dezembro, quando os novos contratos de suprimento serão assinados.

Tarifa média mais baixaA partir do dia 24 julho, a SCGÁS aplicará o reajuste tarifário de gás natural com base nas resoluções publicadas pela Agência Reguladora de Serviços Públicos (Aresc). O efeito médio, considerando todos os segmentos de mercado atendidos pela distribuidora, será de -0,31%, mas o valor do reajuste varia para cada um deles:• Automotivo: -0,57%• Industrial: -0,31%• Comercial: +2,22%• Residencial: +3,32%