Por: diario | 15/02/2018

À meia-noite deste sábado (17), chega o fim do horário de verão iniciado em outubro do ano passado. Com a volta do horário normal, os relógios devem ser atrasados em uma hora.

O ajuste vale para os estados de Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Com isso, o horário no Leste do Amazonas e nos estados de Roraima e Rondônia fica uma hora atrasado em relação a Brasília, enquanto o Oeste do Amazonas e Acre ficam duas horas atrás.

A próxima edição do horário de verão deve começar mais tarde do que o habitual. De acordo com uma mudança promovida pelo presidente Michel Temer, em 2018 o horário iniciará em 4 de novembro, um fim de semana após o segundo turno das eleições.

A decisão do presidente surgiu a partir de um pedido do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, que solicitou que tivesse início somente após o segundo turno das eleições, para que elas não fossem afetadas, evitando assim atrasos na apuração dos votos e na divulgação dos resultados do pleito pelo fuso horário dos estados.

Em 2014, por exemplo, o horário de verão atrasou em duas horas o início da divulgação dos resultados do segundo turno da eleição presidencial, uma vez que os números só puderam se tornar públicos depois que as urnas foram fechadas às 17 horas do Acre, às 20 horas pelo horário de Brasília.

Fim do horário de verão

A primeira vez que o Brasil o adotou, foi em 1931. Desde 1985, ele foi aplicado todos os anos. Em 2008, ganhou caráter permanente e passou a vigorar do terceiro domingo de outubro até o terceiro domingo de fevereiro do ano seguinte. Nos países desenvolvidos, o horário de verão é mais extenso do que no Brasil. Na Europa, vigora de março a outubro; nos EUA, México e Canadá, de março a novembro.

O horário de verão foi instituído com o objetivo de economizar energia no país em função do maior aproveitamento do período de luz solar.
Uma das justificativas da adoção do horário de verão, seria pela diminuição da sobrecarga nas linhas de transmissão nos horários de pico. Por exemplo, o dia ainda está claro nesse intervalo, diminuindo o número de lâmpadas ligadas nas residências e a iluminação pública é acionada mais tarde, deixando de coincidir com o horário de consumo da indústria e do comércio.

Porém, se for analisar sendo mais crucial, esta hora economizada no dia anterior pode gerar uma a mais no outro dia, relativo ao horário de trabalho de algumas pessoas iniciados ao amanhecer, que no horário normal já possuem a luz solar nas residências, mas no de verão, é necessário a luz proveniente da energia elétrica para os afazeres antes do trabalho.

Em 2013, o país economizou R$ 405 milhões. No ano seguinte, a economia baixou para R$ 278 milhões e, em 2015, caiu ainda mais, para R$ 162 milhões. Em 2016, o horário de verão durou 126 dias e gerou uma economia de R$ 159,5 milhões ao sistema e entre outubro de 2016 e fevereiro de 2017, o governo federal estimou economia de R$ 147,5 milhões.

No ano de 2017, um estudo feito pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) em conjunto com o Ministério de Minas e Energia (MME), mostrou que a adoção do Horário de Verão trouxe resultados “próximos da neutralidade” para o sistema elétrico. A adoção da hora adiantada na época mais quente do ano não resulta mais em economia de energia, e vem perdendo efetividade.

Com essa queda, o governo cogitou pôr fim ao período. O levantamento apontou que a adoção da hora adiantada na época mais quente do ano não gera mais em economia porque não há relação direta com a redução de consumo e demanda.

A análise mostrou que a temperatura é o que mais influencia os hábitos do consumidor, e não a incidência da luz durante o dia. O pico de demanda atualmente ocorre no início da tarde, entre 14h e 15h, quando a temperatura está mais alta, o que faz com que os aparelhos de ar condicionado sejam usados com mais frequência. Isso mostra que a temperatura é o que mais influencia os hábitos do consumidor, e não a incidência da luz.

Em nota divulgada em setembro de 2017, a Casa Civil da Presidência da República confirmou que “está avaliando a conveniência ou não do tema horário de verão”. Segundo a nota, o tema é de competência do Ministério de Minas e Energia.

Elisiane Maciel

 

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