Por: diario | 21/02/2019

Os quase 400 filiados do diretório municipal do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) de Rio do Sul, foram pegos de surpresa neste ano, ao descobrirem que o presidente estadual do partido, destituiu a executiva. Agora, os ex-membros lutam para reverter a situação e apelam judicialmente para que a determinação do presidente seja anulada e a cidade volte a ter a executiva municipal.

Bolivar Bittelbrunn, que era presidente do PSDB de Rio do Sul até a destituição, disse que a decisão do presidente estadual Marcos Vieira veio sem aviso e que apesar de ter acontecido já em 2018, só descobriram que não havia mais diretório em Rio do Sul, quando foram acessar o site eleitoral do partido.

“Nós fomos pegos de surpresa no fim de janeiro com essa decisão. Após uma reunião do partido, nós fomos consultar os membros filiados, para que nós começássemos os contatos, que reuníssemos os demais membros que por vezes não estavam sendo chamados ou não participando das reuniões, e foi quando não podemos acessar nenhum documento do diretório municipal no site eleitoral do PSDB, porque estávamos com a documentação inconsistente, com alguma irregularidade. Então foi uma decisão que saiu ano passado, porém nós não fomos consultados, nem comunicados, foi algo bem unilateral do presidente do PSDB”.

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O ex-presidente explicou que ao ir atrás dessa inconsistência, que foi descoberto que o diretório havia deixado de existir há quatro meses.

“Descobrimos que há quatro meses, em 2018, o presidente estadual tinha destituído e dissolvido o diretório municipal. Então nós, com quase 400 pessoas filiadas, ficamos todos órfãos de partido”.

Questionado se a expulsão do prefeito José Thomé do partido teria sido a provável causa para a destituição, Bittelbrunn disse que não acredita nesta possibilidade e disparou que que a decisão foi uma estratégia política injusta por parte de Vieira.

“Se pegar os documentos da expulsão do Thomé do partido, que foi antes do segundo turno das eleições, foram decisões que tiveram aí um lapso temporal de um mês quase entre uma e outra. Achamos que foi uma decisão unilateral, alguma coisa como estratégia política e interpretamos que foi injusta. Nós arrumamos o partido, por mais que já tivesse existido e em épocas anteriores e chegou a ter inclusive candidatos, mas sempre foi uma executiva provisória, e desde que nós assumimos, foi um partido que virou diretório municipal, com contas aprovadas, com todo os trâmites legais constituídos, coisa que há muito tempo não se tinha. É um serviço voluntário, que despende muita dedicação, para colocar tudo em dia a gente teve que correr atrás de alguns documentos que estavam perdidos, nós arrumamos a casa, toda parte legal, toda parte que precisa para que o diretório seja legalmente constituído”.

Agora, os ex-tucanos rio-sulenses deram entrada em uma ação judicial e aguardam que a decisão seja de voltar a ter o diretório na cidade.

“Nós entramos com uma ação judicial, porque achamos que essa decisão fere o estatuto do PSDB, pois foi uma atitude arbitrária e unilateral do presidente estadual como uma manobra política, sem uma visão coletiva e sem medir as consequências que isso causa no partido. Inclusive tivemos uma manifestação de vários políticos expressivos do PSDB estadual e nacional de apoio, dizendo que achavam essa decisão de um conceito errado, numa hora errada e que foi para o partido e a coletividade, muito agressiva e negativa, por isso entramos com uma ação para realmente buscar aquilo que achamos certo e que faz parte da democracia e do exercício de cidadania”.

Elisiane Maciel