Por: diario | 06/02/2019

As vendas da indústria de Santa Catarina no acumulado do ano (entre janeiro e dezembro de 2018) fecharam em alta de 12,2% no comparativo com 2017, apontam dados da Fiesc. Foi observado avanço em 13 das 14 atividades. Os melhores desempenhos estão em produtos alimentícios (32,2%), produtos de metal (20,5%) e vestuário e acessórios (18,4%). Os menores desempenhos ocorrem com celulose e papel (-3,8%), borracha e material plástico (0,5%) e em produtos têxteis (1,1%).

Em Santa Catarina, aponta a Fiesc, o uso da capacidade instalada caiu na comparação entre novembro e dezembro de 2018. Em novembro o índice estava em 80,02% e em dezembro ficou em 76,12%. No mesmo mês do ano passado esse total era de 82,31%. O número de horas trabalhadas também apontou recuo de -2,1% entre dezembro e novembro. Em relação a dezembro de 2017 houve queda de -4,6%.

Já o desempenho da massa salarial, no acumulado do ano, fechou positivo com taxa igual a 0,6%, sendo identificado crescimento em nove setores. Também houve avanço no índice que mede o emprego no setor. Se comparado os dados de dezembro em relação ao mês anterior, a alta do indicador dessazonalizado foi de 0,3% (enquanto que, para a série original, ocorre redução de -1,3%).

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No Brasil, conforme Confederação Nacional da Indústria (CNI), todos os indicadores da indústria tiveram desempenho positivo em dezembro na comparação com novembro. Mesmo assim, só o faturamento do setor cresceu de forma mais significativa ao longo do ano passado. Na série livre de influências sazonais, as vendas aumentaram 1,1% entre novembro e dezembro. Foi a segunda alta consecutiva do indicador que cresceu 4,1% ao se comparar as médias de 2017 e 2018.

Desempenho de SC em dezembro

Em dezembro, o faturamento real do mês teve decréscimo de -3,7% em relação ao mês anterior, com a influência sazonal, a variação é de 15,8%. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior, há um crescimento de 5,98%. Das 14 atividades pesquisadas pela Fiesc, seis tiveram acréscimo neste comparativo.

As maiores variações positivas foram em produtos alimentícios (22,9%), informática e eletrônicos (15,4%) e em produtos de madeira (12,9%). Já entre as menores taxas estão as atividades de produtos têxteis (-24,7%), celulose e papel (-9,9%) e produtos de metal (-8,9%).

Por Larissa Neumann
NSC Total