Por: diario | 06/02/2019

Uma família de São José acionou o Procon (Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor) após receber faturas com até 32.227,65% de aumento. Segundo o diretor do órgão, Fabrício Vieira, a conta média do apartamento era de R$ 106, mas desde dezembro a família recebeu duas contas acima do normal. A primeira foi de R$ 24.724,59 e a segunda, com vencimento em janeiro, de R$ 34.161,30.

Vieira relata que o proprietário adquiriu o imóvel em 2017. Nesse período as contas de energia variavam entre R$ 60 e R$ 106, nos períodos de maior consumo. No entanto, em dois meses a Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina) está cobrando, em duas contas, R$ 58.885,89. O valor é suficiente para quitar as faturas por 46 anos, considerando a maior fatura da moradia e sem contar com atualização monetária e eventuais reajustes. “No apartamento constam geladeira, máquina de lavar, microondas, televisão de LED e no dia 29 de novembro foi instalado um ar-condicionado”, enumera o diretor do Procon. A conta do prédio todo não ultrapassa R$ 8 mil.

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O diretor do Procon diz que o cliente foi na Celesc, que informou que faria uma aferição no relógio, mas que se for constatado que é consumo, ele terá que pagar. “É um absurdo, que a concessionária diz que foi consumo. Até onde esse consumo dessa residência de pouco mais de 60 metros quadrados e com esses eletrodomésticos está sendo aferido com realidade?”, questiona. O Procon abriu um procedimento administrativo contra a Celesc e enviou ao MPSC (Ministério Público de Santa Catarina). A Celesc foi procurada pelo ND para comentar este caso especifico. Até o fechamento da edição, não houve retorno.

Em janeiro, após reclamações de vários consumidores, a companhia informou que a alta dos valores na tarifa se deve ao aumento no consumo, devido ao calor. Segundo a Celesc, o preço da energia nao é reajustado desde agosto do ano passado. O MPSC também tem acompanhado o caso.

Por Everton Palaoro
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