Por: diario | 18/12/2018

Exportadores dos Estados Unidos relataram na sexta-feira (14) vendas de 300 mil toneladas de soja para entrega à China no ano comercial de 2018/19, em mais um sinal de aquecimento de negócios entre os dois países após a trégua na guerra comercial.

As exportações foram confirmadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês).

Na véspera, exportadores norte-americanos já haviam informado vendas de 1,13 milhão de toneladas da oleaginosa para a China, as primeiras significativas em mais de seis meses.

O USDA informou ainda exportações de 130 mil toneladas de soja para destinos não revelados no ano comercial de 2018/19. Para a mesma temporada, foram relatadas vendas de 125 mil toneladas de milho para o Japão.

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Impacto no Brasil

Em substituição à soja que antes vinha dos EUA, a China passou a comprar mais grãos brasileiros durante a guerra comercial.

Por conta disso, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) estima que o país deve fechar 2018 com uma exportação recorde do produto: 82,5 milhões de toneladas, ante aproximadamente 68 milhões no ano passado.

Só em novembro, foram embarcadas 4,9 milhões de toneladas de soja, sendo 97% para o gigante asiático, segundo a Anec.

No acumulado dos 11 primeiros meses do ano, as vendas ao exterior alcançaram 80,1 milhões de toneladas, alta de 22,6% ante igual intervalo de 2017. Do total, 82% foram para a China.

Nesta sexta (14), o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou que o Brasil está preparado para uma eventual redução da demanda chinesa pela soja nacional em face da retomada das negociações com os Estados Unidos.
“Está absolutamente preparado… A retirada do imposto lá pela China para soja americana não vai influenciar nada.

O mercado vai voltar ao patamar que estava antes ou muito próximo”, disse Maggi a jornalistas, em conferência de imprensa para fazer uma balanço de sua gestão.

A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), porém, estima queda no preço da soja e exportação de menores volumes em 2019, diante das expectativas de que a China volte ao mercado americano.