Por: diario | 12/03/2019

A ponte pênsil Martim de Souza, que liga a Travessa Romão Maçaneiro, no bairro Canta Galo, à Rua Juca Thives, no Jardim América, está preocupando moradores. A estrutura da base do tablado de madeira está danificada e a população reclama da falta de manutenção. Além disso, moradores relataram que por diversas vezes partes da ponte caíram e o fato mais recente aconteceu neste fim de semana, quando mais uma tábua acabou quebrando.

A ponte é utilizada diariamente por estudantes e também por moradores que precisam vir até o Centro para fazer compras ou trabalhar, mas no momento, a população está com medo de passar pela estrutura e acabar caindo no rio com o rompimento das madeiras, como é o caso da moradora do bairro Canta Galo Cintia Rosa. “Conforme as pessoas vão andando o tablado vai afundando e quem atravessa corre perigo de a madeira quebrar e cair dentro do rio. Ali passam muitos estudantes, pois tem a Unidavi ali no outro lado e principalmente à noite, é muito perigoso porque você acaba não enxergando”, disse.

Ela relatou ainda que na sexta-feira (8) quase se machucou em um buraco que havia na estrutura. “Tinha chovido bastante nos dias anteriores e o rio tinha subido muito e eu acabei me distraindo e quase pisei em um buraco, onde faltava uma tábua. Se fosse de noite ou se eu não tivesse olhado para o chão, poderia ter quebrado o pé”.

Cintia finalizou dizendo que a Prefeitura não faz manutenção da ponte e que já fazem muitos anos que a ponte está com este problema. “Eles não dão assistência na estrutura, eles trocaram uma meia dúzia de tábuas do tablado de cima da ponte mas a estrutura debaixo dela está toda podre, então eles vão ali, e trocam uma ou duas tábuas, e muitas vezes os próprios moradores colocam, porque temos crianças que passam por ali diariamente”.

Outra moradora, Vanessa Moser, que mora na Rua Jacó Finardi, no bairro Canta Galo há 40 anos também reclamou da falta de segurança. “A nossa ponte está um perigo, eu já liguei na Secretaria de Obras, já pedi para olharem, mas o que eles fazem é vir ali e trocar a tábua que caiu e vão embora, só que as madeiras da base da ponte, estão podres. Esta ponte deveria ser interditada e eles deveriam trocar toda a estrutura”.

Uma terceira moradora, que também mora no bairro há 40 anos mas não quis se identificar, disse que tanto ela, quanto as filhas, não têm mais coragem de ir até o Centro da cidade através da ponte. “Precisamos agora sempre ir de carro, por medo de a ponte quebrar. Aí a Prefeitura vai lá e troca só uma tábua ou outra, e o resto está tudo podre. A situação é deplorável e pessoas correm risco ali”.

O secretário de Obras de Rio do Sul, Rômulo Ouriques, informou ao Diário do Alto Vale que a Prefeitura está planejando a reforma completa da ponte, e que os trabalhos devem iniciar na primeira quinzena de abril. Questionado sobre a manutenção da estrutura, Rômulo destacou que toda a semana são realizados os serviços.

“Todas as sextas-feiras é feito a manutenção na ponte, só que o problema é que as madeiras da parte debaixo do tablado está prejudicada e por estar danificada, o prego fixa mas acaba soltando novamente. Então quando cai uma madeira ou outra, como aconteceu neste fim de semana, a gente vai até lá e conserta, mas nós faremos uma reforma completa da estrutura, com início provavelmente em abril”.

Elisiane Maciel