Por: diario | 30/01/2018

O deputado estadual Aldo Schneider (MDB), esteve em Rio do Sul na tarde de terça-feira (30), onde participou de uma coletiva de imprensa com veículos de comunicação da região do Vale do Itajaí. Na oportunidade falou sobre a expectativa para 2018, quando assumirá o cargo de presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), concretizando acordo firmado entre o MDB, PSD e PP, no início da legislatura.

Schneider destacou o poder atribuído ao presidente da Mesa Diretora, e que deverá utilizar a experiência política para conduzir o trabalho de forma isenta e justa com os parlamentares que representam diversos partidos e regiões.

Entre as principais metas de atuação, está a adequação das instalações do novo prédio adquirido pela Alesc no fim do ano passado, pelo valor de R$ 83 milhões, e que deverá receber setores administrativos do parlamento a partir do mês de abril. Em relação a compra do imóvel, o parlamentar falou que críticas são absolutamente normais, e que este é um direito da sociedade, porém, lembrou de valores devolvidos pela Alesc, mas que poderiam ser utilizados pelos parlamentares. “Entre 2011 e 2018 a Assembleia devolveu aos cofres públicos R$ 380 milhões”, revela.

Outro objetivo é dar continuidade a chamada limpeza de pauta, que avançou significativamente na gestão de Dreveck. “São Projetos de Lei polêmicos, que por vezes desagradam partidos ou alguns parlamentares, mas que precisam ser votados”, explica.

Diferente do que deverá ocorrer com a posse de Eduardo Pinho Moreira (MDB) como governador do Estado, que na imprensa divulgou que gostaria que os pessedistas colocassem os cargos a disposição, a partir do momento que assumir o governo, o deputado afirmou que não deverá mexer no quadro de servidores comissionados, e que eles permanecerão alocados conforme acordos estipulados entre os partidos no início do atual mandato.

Em relação aos interesses políticos que deverá administrar como chefe do segundo maior Poder constituído no Estado, garantiu que a eleição não deverá influenciar em seu mandato. “O cenário político deverá se definir no segundo semestre, após as convenções, portanto, é muito cedo para falar em coligações. De qualquer forma, tenho que gerir o parlamento de forma harmônica e transparente, pois estou representando 40 parlamentares”, explica.

Além disso, a definição do calendário de sessões da Alesc é definido no início do ano eleitoral, e tem como principal objetivo não interferir no trabalho do Legislativo, considerando que muitos parlamentares acabam dedicando mais tempo as campanhas eleitorais em suas bases.

Sobre as demandas regionais, que beneficiariam principalmente o Alto Vale do Itajaí, Schneider foi questionado sobre a abertura do Centro de Oncologia do Alto Vale do Itajaí, que apesar de ter um convênio de R$ 500 mil assinado por Raimundo Colombo no fim do ano passado, os recursos ainda não foram liberados. “Como presidente da Alesc minha voz irá ecoar nos ouvidos do governador para que a situação da oncologia seja resolvida da forma mais rápida possível”, explica.

Questionado sobre a liberação dos recursos do Fundo de Apoio aos Municípios (Fundam 2), Schneider afirmou que as próximas duas semanas serão de muito trabalho para Colombo e Pinho Moreira, para que os recursos sejam liberados. Segundo o deputado o Banco Central e o BNDES estariam exigindo mais documentos para a liberação do empréstimo, e que haveria a possibilidade de municípios com menos de 10 mil habitantes nãos serem contemplados. “Hipótese que foi rechaçada pelo governador”, afirmou o deputado.