Por: diario | 01/12/2018

Fim do ano é época de festa, alegria, confraternização e paz, menos para a segurança pública que tem mais trabalho com a soltura de milhares de condenados através do ato presidencial do indulto natalino.

Mauricio Eskudlark (PR) explica que o Indulto é diferente da saída temporária, do qual ele também é contra.

“O indulto é um perdão que o presidente tem a possibilidade de fazer, ano passado deu a todos que tinham cumprido 20% da pena e bom comportamento. isso é um absurdo, é obrigação do detento ter bom comportamento, e caso não tenha que fique mais tempo preso”, defende.

Quer receber as notícias no Whatsapp? Clique aqui

O deputado, que é delegado com mais de 30 anos de experiência, defende que o apenado deve cumprir a pena integral.

“Já existe mobilização contraria ao indulto, não é possível o condenado ser liberado antes, se fosse com no mínimo 60% ou 70% da pena poderíamos avaliar, mas com 20% é um gesto que mostra ao criminoso que ser bandido no Brasil compensa”, disparou.

Eskudlark lembrou também de um estudo feito pelo procurador Deltan Dallagnol no qual indica que dos 39 condenados da Lava-Jato, se o indulto for dado, 22 terão direito à liberdade.

Quer receber as notícias no Whatsapp? Clique aqui

“O problema é que crimes de colarinho branco e de corrupção, são sem violência ou grave ameaça, que fique claro, sem grave ameaça física, mas social o dano causado ao país e a população é enorme. Saquearam o Brasil, milhões de pessoas perderam empregos, destruíram nossa economia, e agora saem como se nada tivesse acontecido? Não podemos aceitar isso, espero que o último ato de Temer como presidente seja não dar o indulto a ninguém”, concluiu o deputado.

(Texto: Prisco Paraíso)