Por: diario | 05/05/2017

A Epagri está participando de uma pesquisa que aplica técnica inédita no Brasil para erradicação de vírus em macieira. Trata-se da crioterapia, que consiste no uso de nitrogênio líquido para eliminar células e tecidos infectados de plantas cultivadas em laboratório, criando plantas isentas de vírus.

O trabalho, que vem apresentando resultados animadores, é desenvolvido pelas Estações Experimentais da Epagri em Lages e Caçador, em parceria com o Centro de Ciências Agroveterinárias da Universidade do Estado de Santa Catarina (CAV – Udesc).

Os vírus podem diminuir o crescimento, a produtividade, a qualidade de frutos e também a vida útil de pomares. Esse problema está bastante disseminado nos cultivos de maçã do sul do Brasil e a técnica empregada pelos pesquisadores é uma saída para a produção de mudas de alta qualidade fitossanitária. “Além disso, poderá substituir a termoterapia, técnica convencional usada na limpeza de vírus em plantas, que tem algumas desvantagens em relação à crioterapia, por ser mais cara, mais demorada e de eficiência relativamente menor”, explica o doutorando Jean Carlos Bettoni, que está desenvolvendo tese sobre o tema no curso de pós-graduação em produção vegetal do CAV-Udesc.

A Epagri já tem experiência positiva com a crioterapia. Ela vem sendo usada na limpeza de vírus no alho, com aumentos de produtividade que variam entre 20% e 30%.

No laboratório de biotecnologia da Estação Experimental da Epagri em Lages, os pesquisadores da Epagri, alcançaram resultados preliminares bastante promissores, 90% das plantas que passaram pela crioterapia estavam limpas.

Estas mudas de macieira foram entregues aos pesquisadores da Estação Experimental da Epagri em Caçador. Lá as plantas serão multiplicadas, avaliadas e, mais tarde, disponibilizadas ao setor produtivo. O cultivar SCS417 Monalisa, lançado pela Epagri em 2009, também passou pela crioterapia e será analisado em breve quanto à presença desses vírus. “Há um longo trabalho pela frente; a crioterapia será aplicada em mais sete variedades de macieira de interesse para Santa Catarina”, pontua o pesquisador Murilo Dalla Costa.


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