Por: diario | 25/09/2018

Jornais ADI/Adjori – Neste momento do país, a experiência é tão importante quanto a renovação no Congresso?

Paulo Bauer – A experiência, na política, é como um patrimônio, porque, além de você conhecer as necessidades e prioridades, você também conhece os procedimentos para que tenham êxito. E já sabe como as coisas podem dar errado. A experiência permite que se realizem ações, no Legislativo e no Executivo, que favoreçam a condição de governar e, por consequência, favoreçam o país e a sociedade. A renovação não precisa ser necessariamente de pessoas mais velhas e experientes por pessoas jovens e sem nenhuma experiência. A renovação verdadeira é aquela que se vincula ao entendimento, por parte do político, das novas necessidades, dos novos conceitos e, principalmente, das novas exigências que a sociedade tem em relação ao que o governo deve fazer e ao que os políticos não devem fazer. Tenho certeza de que a minha candidatura representa uma renovação na forma de agir e de compreender o Brasília.

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ADI/Adjori – Há uma preocupação geral que, passadas as eleições, o governo Temer imponha medidas polêmicas, sem o devido tempo para o debate Legislativo. Como impedir isso?

Bauer- Pessoalmente, eu não acredito que o governo Temer vá tomar qualquer providência ou adotar decisões entre o fim das eleições e a data da posse do novo presidente. É um governo fraco, sem base parlamentar sólida, sem prestígio e sem credibilidade popular. Então, qualquer iniciativa dele não será aceita pela sociedade. Além disso, qualquer medida de ordem econômica ou administrativa precisa de votos no Congresso. E o Congresso vai preferir votar os projetos que um novo presidente apresente logo após a sua posse.

ADI/Adjori – Até o último momento seu desejo era o Executivo estadual. Que planos tinha para o Estado que pode tentar efetivar no Senado?

Bauer – O Estado de Santa Catarina é um grande contribuinte de impostos para o governo federal. Infelizmente, nos últimos anos o governo catarinense e o próprio governador trabalharam para viabilizar empréstimos junto à União e conseguiram cerca de R$ 10 bilhões em troca de apoio político para a reeleição da ex-presidente. Isso foi uma decisão lamentável, porque agora Santa Catarina precisa pagar essa dívida, que já começa a vencer no ano que vem. Nós deveríamos ter recebido recursos na forma de repasses, e não de empréstimos, para resolver problemas da Saúde, a Educação, da Segurança. Além de investimentos federais que acelerassem a duplicação das BRs-470 e 280, por exemplo, para melhorar a BR-282 e resolver a vergonhosa situação da BR-163. Santa Catarina precisa falar mais alto em Brasília. Nós, parlamentares, já fazemos isso, mas a voz fica mais forte se o governador estiver falando também. Infelizmente, em tempos recentes o governador não fez o seu trabalho de cobrança junto ao governo federal. Se eu fosse governador, faria isso com muita decisão e determinação. Como sou candidato ao Senado, eu quero, junto com o governador eleito, falar alto em Brasília. Até porque, com oito anos de mandato já concluídos e com oito anos que espero sejam conquistados pela manifestação da maioria dos catarinenses, eu posso assegurar que a minha voz será a voz mais alta que o Congresso Nacional já terá ouvido em favor de Santa Catarina.

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Por Andréa Leonora