Por: diario | 14/12/2017

O empresário do ramo da construção civil em Rio do Sul, Nelson Regueira, encaminhou uma carta ao prefeito José Thomé (PSDB) e à Câmara de Vereadores esta semana, onde pede a renúncia do Conselho Comunitário formado na Secretaria de Planejamento do município. Ele afirmou que estava disposto a empenhar sua dedicação e experiência na função, conforme fez em outras entidades que esteve à frente, como APAE, CDL, Sindicomércio, Fusavi, entre outros.

O secretário de Infraestrutura do município, Fábio Alexandrini, lamenta a saída do empresário do Conselho, porém, é enfático ao afirmar que sob a ótica do poder público, pode se fazer tudo o que a lei permite e sob a ótica da iniciativa privada, tudo o que a lei não proíbe. “Temos que seguir a lei, e para continuar seguindo, temos que mudá-la, mas temos que seguir a legislação e os trâmites burocráticos”, argumenta.
O empresário disparou críticas ao setor de Planejamento da prefeitura, afirmando que falta ordenação de trabalho no setor e que seria urgente a revisão completa do Plano Diretor do município.

Alexandrini rebate as informações e afirma que o processo de revisão do Plano Diretor foi iniciado no início do ano e que cerca de 300 artigos, principalmente os referentes ao código de edificações, foram revistos. Destacou também a contratação da arquiteta Carolina Kuhl para a implantação do processo de simplificação da análise dos projetos. O nome dela foi avaliado por membros do Sinduscom, Núcleo de Arquitetos e Amavi. “Nos baseamos nos bons exemplos de municípios como Joinville e Jaraguá do Sul, e consideramos essa uma grande conquista”, explica.

No documento, Regueira também afirma que apresentou um projeto ao prefeito, sugerindo uma força tarefa para este trabalho de revisão, mas alega que apesar de Thomé ver com bons olhos a sugestão, o trabalho não progrediu. “Com muita tristeza, cheguei a conclusão que o setor da construção civil é tratado com tanta insignificância não merecendo do poder público, o mínimo de respeito e consideração”, dispara Regueira.

O empresário afirmou que os investidores do ramo dependem de uma casa sem dono, que seria a secretaria de Planejamento, e que os mesmos sentem-se em condições degradantes, “semelhantes a de um mendigo nas ruas, pedindo esmola para sobreviver”.

Para finalizar as críticas, afirma que o Departamento de Planejamento da Prefeitura de Rio do Sul “trava” o desenvolvimento da nossa cidade, tirando oportunidade de trabalho de pedreiro, carpinteiro, pintor, eletricista, encanador, corretor de imóveis e toda a cadeia que envolve este segmento.

Alexandrini lembra que as alterações não são simples, pois influenciam diretamente no planejamento da cidade, e que as decisões precisam ser exaustivamente discutidas com objetivo de não se gerar passivos de desenvolvimento no futuro. As alterações já definidas no Plano Diretor devem passar por análise do Conselho do Plano Diretor e após aprovadas, dependem na análise e tramitação no Poder Legislativo.

Inclusive, o secretário de Infraestrutura afirma que deverá colocar em discussão junto ao Conselho, quais os próximos passos que devem ser seguidos pelo Poder Público nos estudos sobre o Plano Diretor ,que serão continuados no ano que vem. “Nossa intenção é que até o fim do mandato tenhamos todo o Plano Diretor devidamente revisado”, finaliza.

Rafael Beling