Por: admin | 04/08/2017

“Você já estava acabado politicamente. Hoje você morreu e enterrou-se, talvez R$ compense. Vergonha.”

“Vocês não ganham nem pra síndico de prédio aqui em SC, seus covardes corruptos.” 

“Que vergonha destes ‘nossos deputados’. Votando sim, diante de tantas evidências…..”

Tebaldi e Mauro Mariani votaram a favor de Michel Temer. Por que não estou surpreso?”

“Pior não é voto deles, pior é quem vota neles nas eleições….”

“Vergonha para região norte de SC. Fora seus comprados.”

“Os catarinenses não esquecerão que vc apoia a corrupção. Votar a favor de Temer mostrou o tipo de político que vc é. Não votaremos mais em vc. Faremos campanha contra e lembraremos os eleitores a vergonha que vc nos fez passar ontem.”

#MArcoTebaldiLIXO e #MAUROMARIANILIXO

Inúmeros comentários do gênero inundaram nesta quinta-feira (3) as redes sociais dos políticos catarinenses que votaram nesta quarta-feira pelo arquivamento da denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB). Os comentários acima foram retirados das páginas do Facebook dos deputados federais representantes do Norte catarinense, Mauro Mariani (PMDB) e Marco Tebaldi (PSDB). A maioria dos comentários foi feita em uma postagem de um vídeo de Mariani feita às 15h17 desta quarta-feira (2), em que ele aparece anunciando “Boas notícias para o Planalto Norte”.

Deputados federais representantes do Norte catarinense, o tucano Marco Tebaldi e o peemedebista Mauro Mariani | Foto Reprodução Facebook

O placar de votação da bancada catarinense na Câmara dos Deputados foi de 9 a 7 votos acatando o relatório do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), relator da Comissão de Constituição e Justiça da Casa, contrário à instauração de processo no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente.

Como era de se esperar, os cinco parlamentares do partido do presidente votaram contra o prosseguimento da denúncia, assim como os três deputados do PSD, legenda que já havia orientado voto pelo arquivamento da denúncia. O PSDB não entrou em consenso, tanto que o tucano Marco Tebaldi votou favorável a Temer e a colega de bancada dele, Geovania de Sá, votou pelo prosseguimento da denúncia.

Como o país adormeceu e acordou com o sabor amargo de uma derrota política e a sensação de que mais uma vez os conchavos políticos e as negociatas de bastidores se sobressaíram ao bom senso, os lamentos sobre o destino do país e questionamentos do gênero “se a Dilma tivesse sido corrupta e gastado mais do nosso dinheiro com a canalhada, teria ficado e ganho a taça de “mais competente” ganharam força entre os acalorados debates.

Porém toda esta revolta momentânea, que deve se exaurir nas próximas eleições, quando o brasileiro, sempre de péssima memória, deve reconduzir os mesmos deputados às suas cadeiras, reforça o que revelou recente pesquisa divulgada no dia 31 de julho pela Ideia Big Data, de que a política tradicional, os partidos e atuais políticos estão em forte queda no imaginário dos eleitores.

A pesquisa realizada a pedido do Agora!, entre os dias 11 e 25 de julho, com aproximadamente 10 mil pessoas de todo o País, “veio confirmar o sentimento do movimento Agora!. O momento é dos cidadãos comuns indignados assumirem o protagonismo da construção de um país melhor e mais justo”, explica uma das coordenadoras do movimento Agora!, Ilona Szabó.

Na pesquisa, realizada via telefone, a maioria esmagadora das pessoas deseja ver caras novas nas eleições de 2018. 79% concordam com a afirmação “gostaria muito de ver os cidadãos comuns (de fora da política), como professores, empreendedores, funcionários públicos concursados, trabalhadores da indústria, profissionais liberais, entre outros, candidatos em 2018”.

O levantamento também revelou que os partidos políticos continuam num processo de desgaste de credibilidade: 77% dos entrevistados destacam que votam na pessoa e não se importam com o partido político – na região Nordeste, esse percentual chega a 90%. Também nessa linha, 72% responderam que não se importam se uma política pública é de direita ou esquerda, desde que torne sua vida melhor.

“O estudo mostra a irrelevância dessa polarização na cabeça das pessoas. Os brasileiros querem lideranças menos ideológicas e mais pragmáticas. A maioria está sedenta por soluções concretas, independente de partido e das brigas pelo poder em Brasília”, destaca Leandro Machado, outro coordenador do Agora!. 81% também acreditam que movimentos de fora da política (de cidadãos comuns) entendem bem melhor os seus problemas. “Fica evidente a desconexão entre os políticos atuais e os problemas reais das pessoas”, reforça Ilona.

O Agora! revelou ainda que para 48% dos entrevistados, a eleição de 2018 é certamente a grande oportunidade que o Brasil tem para renovar a política – enquanto 38% discordam. A maioria (57%) defende que pessoas envolvidas na Lava-Jato, mesmo que não tenham sido condenadas, não merecem seu voto. Já 52% defendem que “somente quem nunca foi candidato (a) a nada pode realmente trazer a renovação necessária”.

A região Sul é a que mais acredita nesta afirmação (60%), seguida pelo Sudeste (55%), e o Centro-Oeste (52%). No Nordeste, esse percentual cai para 44% e, no Norte, 45%. Quanto ao partido, 59% gostariam que o próximo presidente não pertencesse ao PMDB, PSDB nem PT. “O ciclo desses três grandes partidos no Palácio do Planalto está fortemente ameaçado em 2018. O eleitor brasileiro está aberto a outras alternativas. Resta saber quem poderá ocupar esse espaço”, conclui o presidente do Ideia Big Data, Mauricio Moura.

FONTE: OCP