Por: diario | 07/08/2018

Os eleitores catarinenses têm entre oito nomes para escolher quem comandará o Governo do Estado a partir de 2019. Os candidatos foram oficializados na noite de domingo (5) após as convenções e devem ter as candidaturas homologadas no Tribunal Regional Eleitoral. (TRE) até o dia 15. Diante do cenário formado, o Diário do Alto Vale ouviu lideranças políticas da região que comentaram as candidaturas e até as reviravoltas como o rompimento de alianças.

A disputa mais importante do Estado será entre Ângelo Castro (PCO); Carlos Moisés da Silva (PSL); Décio Lima (PT); Gelson Merisio (PSD); Ingrid Assis (PSTU); Leonel Camasão (PSOL); Mauro Mariani (MDB) e Rogério Portanova (Rede). Já o deputado federal Esperidião Amin (PP), que chegou a ser oficializado como candidato a governador, decidiu disputar uma cadeira no Senado. O mesmo aconteceu com o senador Paulo Bauer (PSDB).

 

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O prefeito de Rio do Sul, José Thomé (PSDB) diz ter recebido com surpresa a candidatura de Mariani, pela coligação. “Tínhamos um candidato a governador, Paulo Bauer, preparado para bem governar nosso estado. Mas precisamos entender o processo de coligações que existe e que muitas vezes atrapalha a construção de um projeto político. Agora precisamos unir forças e fazer o PSDB ser parte fundamental do processo eleitoral para governador, com Mauro Mariani, bem como eleger nosso senador, Paulo Bauer. Só participando de maneira integral nessas eleições o PSDB, seus prefeitos, vices e vereadores terão a abertura necessária junto ao Governo do Estado para conseguir as conquistas fundamentais para suas cidades”, declarou
Almir Petris, presidente do PSD em Rio do Sul lamentou que o partido não conseguiu manter a aliança com o MDB, mas acredita que os representados da sigla tem chances nessa eleição. “Foi uma perda ao partido, mas as eleições são assim, um hora estão juntos, em outra muda tudo. Mas sem dúvida vejo boas possibilidades de vitória nessa eleição. É importante para o nosso partido estarmos com um candidato com uma boa possibilidade de vitória e terá todo o apoio na nossa cidade. Na coligação ficamos com Raimundo Colombo ao Senado, dupla com o Esperidião Amim, são dois bons nomes, que acabam somando bastante a chapa”, comentou Almir.

Para Elias Souza, secretário executivo da Agência de Desenvolvimento Regional de Rio do Sul, as característica do candidato do MDB são diferenciais nessa eleição. “Estamos juntos do Mauro Mariani e felizes que ele será nosso candidato. O Mauro mostrou na sua trajetória política que ele tinha o objetivo de ser governador e com muita sabedoria ele se armou do que é necessário. Teve paciência no momento certo, inteligência para fazer articulações e persistência na sua candidatura dentro do MDB. Conseguiu fazer uma grande coligação e foi muito inteligente nisso, trouxe grandes lideranças que vão representar a renovação. Com Napoleão Bernardes como vice, o Jorginho Melo como uma novidade enquanto candidato a senador e também Paulo Bauer concorrendo a reeleição. Agora vamos sentar com as lideranças do Alto Vale para buscarmos o apoio a essa chapa” adiantou.

Para o presidente do PT em Rio do Sul, Thiago Nascimento, a eleição deste ano será histórica para os catarinenses. “É a primeira vez depois de muitas eleições que aliança PSD e MDB vão concorrer um contra o outro. O que abre margem para o Décio apresentar algo novo para os catarinenses. A composição de chapa foi muito boa, apresentando uma nominata própria do Partido dos Trabalhadores. Finalizamos com o ex-prefeito de São Domingos, Alcimar de Oliveira, o Kiko, e para o Senado Lédio Rosa e Ideli Salvatti. O partido local vai dar apoio total a chapa maioritária do PT, juntamente com a candidatura a deputado federal de Jean de Liz”, conta.

Conheça os candidatos

O representantes do PSL, Carlos Moisés da Silva, é formado em Direito pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) e disputa pela primeira vez a eleição. Trabalhou como coordenador regional da Defesa Civil e desde 2016 é bombeiro da reserva.

O PT confirmou Décio Lima. Professor e advogado, ele é natural do Vale do Itajaí. Defensor dos direitos dos trabalhadores, foi líder estudantil desde os 13 anos. Na Universidade do Vale do Itajaí (Univali), no curso de Ciências.

Itajaí (Univali), no curso de Ciências Sociais, foi eleito presidente do Diretório Acadêmico de Filosofia. Na faculdade de Direito presidiu o Diretório Acadêmico de Direito. Em Blumenau, foi vereador e prefeito por dois mandatos. Foi ainda deputado federal por três mandatos.

Gelson Merisio é o candidato apresentado pelo PSD. Atual presidente estadual do parttido, Gelson foi eleito por três vezes deputado estadual. Em 2010 assumiu pela primeira vez a presidência da Assembleia Legislativa de Santa Catarina até 2011, e esteve à frente da Alesc por outras duas gestões. Merisio presidiu a Federação das Associações Comerciais e Industriais de Santa Catarina (Facisc) por dois mandatos, foi vice-presidente da Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB), comandou a direção financeira da Casan e presidiu o Conselho Deliberativo do Sebrae/SC. É a primeira vez que concorre ao cargo de governador de SC.

O PSTU confirmou o nome de Ingrid Assis como candidata ao governo de Santa Catarina. Professora por formação, atua como professora e dirigente sindical do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) de São José. Ingrid tem 30 anos, é amazonense e mora em Santa Catarina há 12 anos. De origem indígena, ela é a primeira mulher a se candidatar ao Governo do Estado nessas eleições.

O PSOL confirmou o nome de Leonel Camasão. Ele já militou em movimentos estudantis e entrou no partido há 10 anos. Ele é mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina e dirigente do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina. Atualmente, é presidente do PSOL de Florianópolis.

Mauro Mariani é o nome confirmado pelo MDB. Mariani está no terceiro mandato de deputado federal. Ele também foi prefeito de Rio Negrinho em 1996 e foi reeleito em 2000. Também foi deputado estadual. É presidente do Diretório Estadual do MDB desde 2015. É formado em Gestão Pública e é empresário. Foi ainda secretário de Estado da Infraestrutura em três oportunidades, no governo de Luiz Henrique.

O partido Rede definiu o nome de Rogério Portanova como candidato ao Governo de Santa Catarina. O professor Portanova é coordenador de Gestão Ambiental da Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc) desde 2016. Em 1985, ajudou a fundar o Partido Verde no Brasil e presidiu a legenda em Santa Catarina. Atuou como presidente da Fundação de Amparo Tecnológico ao Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma) entre 2004 e 2005, foi presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica de Santa Catarina (Fapesc) em 2005 e 2006.

Susana Lima