Por: diario | 14/11/2014

Natacha Santos

No Brasil, estima-se que mais de 14 milhões de pessoas tenham diabetes, sendo que a metade desconhece a sua condição. De acordo com dados da Federação Internacional de Diabetes (IDF), que lidera a campanha, em todo o mundo mais de 400 milhões de pessoas têm a doença e um alto percentual vive em países em desenvolvimento. Para conscientizar a população sobre os riscos da doença, é celebrado hoje o Dia Mundial do Diabetes e o Novembro Azul, como mês de chamar atenção também para o diabetes.

Neste ano o tema central da campanha foca a adoção de uma alimentação saudável, prática do exercício físico e educação em diabetes, que tem como objetivo a necessidade crescente de informações à população sobre o diabetes e o aumento de programas de prevenção, para evitar ou retardar a doença. “O objetivo principal é chamar atenção das pessoas para a importância de cuidados como o controle da alimentação e a prática de atividades físicas, capazes de prevenir e controlar o diabetes tipo 2, único que pode ser evitado”, salienta o médico endocrinologista Itairan da Silva Terres. O diabete tipo 2 atinge mais de 90% dos casos da doença.

O Dia Mundial do Diabetes foi criado em 1991, pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), entidade vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS) como resposta ao crescimento do diabetes em todo o mundo. O dia 14 de novembro foi escolhido devido ao nascimento de Frederick Banting, que junto com Charles Best, descobriram a insulina em 1921. Representada por um ícone simples, o objetivo é facilitar a reprodução e apoio à campanha em larga escala, para prevenção e educação.

De acordo com Terres, a região Sul do país é a que tem maior incidência de diabetes no país. “Na região sul, pelas características populacionais, a tendência é de que a incidência de diabetes seja maior. Nós temos uma população que é mais idosa e mais obesa que no resto do Brasil. Quanto mais excesso de peso e mais longeva for a população, maior vai ser a incidência do diabetes”, observou.

A doença surge quando o pâncreas deixa de produzir insulina (diabetes tipo 1) ou pela incapacidade das células em aproveitar a insulina produzida (diabetes tipo 2). Em ambos os casos o nível de glicose fica sempre alto no sangue, porém o açúcar não penetra nas células, pela redução ou insatisfatório aproveitamento da insulina. Neste caso, as células passam fome, sem o necessário aporte de energia para seu funcionamento.

“No caso do diabetes tipo 1 o tratamento consiste na reposição de insulina e é uma doença que não tem prevenção. Já no tipo 2, o tratamento é muito focado em cuidados com o estilo de vida, alimentação saudável, atividade física regular e o uso de medicamentos orais, podendo haver necessidade também de insulina em determinada fase do tratamento. O diabetes tipo 2 é uma doença que pode ser prevenida ou retardada com a adoção de um estilo de vida saudável e controle do peso antes do diagnóstico”, explicou o endocrinologista.

De acordo com Terres, Rio do Sul não terá nenhuma ação específica em alusão ao Dia Mundial do Diabetes. “Em Santa Catarina, tanto a seccional da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), quanto a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), elas têm várias ações que são em algumas cidades coordenadas por grupos médicos nesses locais”, concluiu.