Por: diario | 30/08/2018

A quarta-feira (29) foi o dia D da Diálise, uma campanha realizada em todo o território nacional que exige a atualização do repasse feito para as clínicas de hemodiálise.

A iniciativa surgiu devido a grave crise financeira enfrentada pelas clínicas, que prestam serviço ao SUS, com isso veio a necessidade de desenvolver e apoiar ações que busquem chamar a atenção do público em geral e, em especial, das autoridades para a necessidade de manter a qualidade e o acesso do paciente renal crônico ao tratamento. Foi então criada a campanha de valorização “Vidas importam, a diálise não pode parar”. Em Rio do Sul, a Renal Vida, aderiu ao protesto e também realizou um ato para chamar atenção do poder público.

A campanha é da Associação Brasileira de Centros de Diálise e Transplante (ABCDT) com o apoio da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e pretende mostrar as dificuldades enfrentadas em todo o território. Os custos com insumos importados e equipe especializada estão dificultando as clínicas de se manterem e investirem em expansão e novas tecnologias. O Dr. Leontino Ribeiro, responsável pela clínica de Rio do Sul, conta que a defasagem no repasse chega a 35% do custo de cada sessão de hemodiálise. O que significa quase R$680 por sessão realizada. Hoje a Renal Vidas de Rio do Sul atende cerca de 140 pacientes, o que gera no fim do mês um déficit de mais de R$95 mil para a clínica.

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“A gente ainda aguenta porque tem o auxílio da comunidade, mas vivemos com a corda no pescoço. Qualquer não pagamento ou atraso a gente fica no vermelho”, comenta o médico responsável pela entidade.

Renal Vidas Rio do Sul – divulgação

O médico diz que a principal preocupação é de não conseguir atender a demanda com a qualidade. “Queremos o reajuste sobre as sessões de hemodiálise que hoje estão com um valor defasado e a clínica acaba arcando com cerca de 35% dos custos totais. Nos preocupamos porque não queremos reduzir a qualidade. A saúde não tem preço, mas tem um custo, custo cada vez mais alto”, comenta Ribeiro.

São mais de 120 mil pacientes renais crônicos que fazem diálise em 750 clínicas espalhadas pelo Brasil. A campanha quer sensibilizar autoridades e a comunidade para que o tratamento e hemodiálises não parem de atender os pacientes renais. Estiveram no ato em Rio do Sul pacientes, familiares, transplantados, funcionários, médicos, lideranças políticas e representantes da sociedade civil.

Susana Lima

 

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