Por: diario | 24/06/2017

“A gente não pode mudar o passado, mas pode prevenir o futuro’’. Permeando este tema, a Defesa Civil do Estado de Santa Catarina promoveu durante todo o dia de ontem um seminário com os municípios pertinentes à Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Rio do Sul. A Federação Catarinense de Municípios (Fecam) foi parceira nessa iniciativa, que objetivou aperfeiçoar as ações de prevenção e resposta dos órgãos municipais em situações de risco. Já na próxima semana, os trabalhos continuam com oficinas sobre os planos de contingência e reuniões do Colegiado de Defesa Civil.

O secretário estadual de Defesa Civil, Rodrigo Moratelli, palestrou no início da manhã sobre o tema ‘Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil e sua estruturação’. Moratelli destaca que uma crise bem administrada deixa de ser um desastre. “Isso ocorreu em diversas regiões do estado durante as chuvas dos últimos dias”, observou o secretário, que ainda salientou a importância das diversas esferas públicas nessa atuação. “Defesa Civil não é uma fábrica de leis, mas sim, um sistema integrado entre os municípios, Estado, União e cidadão. Cada um tem seus deveres e responsabilidades para contribuir na prevenção”.

Sem dúvida, uma das grandes forças do órgão em Santa Catarina é sua articulação com os municípios, além do desenvolvimento de estratégias previamente formuladas em prol da segurança da população nas cidades castigadas pelos desastres. Abordando essa linha, o coordenador de Defesa Civil de Rio do Sul, Moacir Cordeiro, observa a relevância deste tipo de evento para o estreitamento das relações com a Defesa Civil estadual. “Os seminários foram desenvolvidos para trazer essa nova dinâmica de atuação da secretaria de Estado junto aos órgãos municipais, porque não adianta termos um sistema desenhado para funcionar de uma determinada forma se os municípios não conseguirem se adequar a ele”, comenta Cordeiro.

O coordenador de Rio do Sul também explica que a participação de outros órgãos é fundamental para o sucesso da iniciativa. “É para realmente trazer a ideia do que é o Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil no âmbito do município, por isso ainda participam além dos agentes da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil, outros órgãos de resposta e outras pessoas interessadas em ações nesse sentido”, disse.

Atuação coordenada

As enchentes que atingiram muitas cidades do Alto Vale do Itajaí em junho provocaram uma série de problemas como desmoronamentos, queda de barrancos, fechamento de estradas, retiradas de famílias em áreas de risco e diversas outras ações de defesa da população. O trabalho foi reconhecido principalmente pela agilidade na disseminação de informações, que manteve de hora em hora os moradores de Rio do Sul cientes das condições dos rios, das ruas e abrigos locais.

Cordeiro deixa claro que o objetivo da Defesa civil de Rio do Sul não é criar um sistema que seja referência, mas sim, “um sistema de Defesa Civil que esteja em condições de dar segurança ao morador da cidade”. Segundo ele, essa é a ideia que move a entidade, que conta com a colaboração de todos para atingir sucesso em suas operações. “Defesa Civil somos todos nós. Queremos ter um sistema confiável para construir confiança na população que a gente atende”, salienta o coordenador.

Sobre a marca que ficou após a última enchente, ele explica que “já que ficou um legado, esta palavra que está muito na moda, nós deixamos a marca de informação, correndo o tempo todo. Este foi um fator preponderante nessa aceitação de como foi o desastre, porque ninguém fica contente com um evento de enchente, a gente sabe disso, mas isso foi um alento que fez com que ele [o cidadão] tomasse medidas preventivas”, concluiu.

 

Airton Ramos