Por: diario | 13/09/2018

O candidato ao governo de Santa Catarina Décio Lima (PT) afirmou durante entrevista ao Jornal do Almoço nesta quinta-feira (13) que, caso eleito, vai trabalhar para criar 21 delegacias exclusivas de proteção da mulher. Ele ainda alega que as seis ações civis públicas que responde como réu são reflexos de “erros administrativos” quando prefeito de Blumenau, mas acredita que será “absolvido de todas”.

Décio Lima participou da primeira série de entrevistas feita pela NSC TV, afiliada da Rede Globo, com os candidatos ao governo estadual. Assista no vídeo acima. As entrevistas seguem até sábado (15) e, abaixo, há o cronograma.

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Proteção a mulher

Décio Lima diz querer priorizar a proteção da mulher em seu governo, em ações de mudança da cultura de violência e na criação de delegacias especializadas com horário estendido. No estado, já há 31 delegacias que atendem a mulher, mas também o idoso, o adolescente, a criança, as chamadas Dpcami.

“Nós vamos ter políticas dentro das escolas que discutam esses níveis de violência para mudar o culturalismo. Eu vou criar 21 delegacias de proteção às mulheres, nas 21 regiões que se encontram os municípios organizados nas respectivas associações. Mas delegacias especializadas, 24 horas, para combatermos esse flagelo e protegermos as mulheres catarinenses. Um estado como o nosso não pode viver com esse absurdo”, disse o candidato.

Ações civis públicas

Lima responde a seis ações civis públicas, propostas pelo Ministério Público e que tramitam na Justiça. O MP faz acusações como uso indevido de recursos públicos ou irregularidades na contratação de empresas sem licitação. Todas as ações são referentes ao período como prefeito em Blumenau, entre 1997 e 2004.

Ele diz que os casos são erros administrativos passados e ações ainda não foram julgadas, e acredita que será absolvido. Ele ainda afirma que, caso eleito, vai fazer um aplicativo de celular para que o cidadão tenha controle dos gastos públicos.

“Todas essas ações são erros do ponto de vista administrativos. Eu tenho muita tranquilidade que vou ser absolvido de todas. Não tenho nenhuma preocupação com isso. E são ações civis. E quero te dizer com relação a esses procedimentos foi justamente no período que o Brasil vivia o início da Lei de Responsabilidade Fiscal, muitas delas. Um início de um conjunto de legislação que passou a ter nas Lei das Licitações, mas todos esses procedimentos foram erros administrativos que eu concordo que nós não podemos ter falta de controle”, disse.

Ele ainda diz que “nada desses acontecimentos podem me trazer acusação do ponto de vista de desvios” de dinheiro público.

Desoneração fiscal

O candidato ainda alega que, caso eleito, na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do próximo ano deve prever cerca de R$ 6 bilhões em desoneração fiscal. Ele pretende discutir “horizontalmente” com os empresários para exonerar impostos adequados que contribuam “para gerar emprego e renda”.

“Quase R$ 6 bilhões de recursos vão ser destinados a desoneração fiscal. Pasmem. Povo catarinense, R$ 6 bilhões, num estado que arrecada R$ 26 bilhões. Pasmem, que desse processo não há garantia de indução do desenvolvimento econômico e nem de geração de emprego. É isso que nós temos que interromper”, esclareceu.

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Programação das entrevistas

Entrevistas gravadas de 3 minutos sem edição com cada um dos demais candidatos serão exibidas pelo Jornal do Almoço no sábado (15). Confira:

  • Sábado (15) – Camasão (PSOL)
  • Sábado (15) – Comandante Moisés (PSL)
  • Sábado (15) – Ingrid Assis (PSTU)
  • Sábado (15) – Jessé Pereira (Patriota)
Por G1 SC