Por: diario | 06/11/2017

Dois requerimentos com a finalidade de investigar possíveis irregularidades na Expofeira Nacional da Cebola de 2016 e 2017 foram aprovados na sessão da Câmara de Vereadores de Ituporanga na última segunda-feira (30).

Na justificativa que pede a investigação da Festa de 2016, os vereadores Marcelo Machado (PP), Adriano José Coelho (PP), Rodolfo Stadnick Filho, o Fuk (PP), Jaime Roberto Sens (PSDB), José Eudes Damann (PSDB) e Mário Hillesheim, o Mário da Saúde (PSDB), alegam haver sérios indícios de irregularidades.

Foram detectados contratos de patrocínio por meio de permuta sem a prévia regularização e realização de licitação em afronta ao princípio condicional da impessoalidade; ausência de pagamentos a fornecedores e receitas consideradas como lucro da festa que até a presente data não ingressaram nos cofres da Prefeitura ou da Fexponace, de modo que o resultado apresentado não confere à realidade contábil, entre outros.

No pedido de CPI para apurar as possíveis irregularidades na Festa da Cebola desse ano, que foi assinada pela bancada do PMDB, formada pelos vereadores Almir Schafer, o Titi, Claudinei Eyng, o Beleco, Édio Daniel Fernandes, o Edinho e Diogo Gastaldi, são apontadas como justificativas que, após analisarem os documentos de prestação de contas da festa, foram observadas várias irregularidades. Segundo os vereadores, o resultado do prejuízo que foi divulgado é bem maior, as receitas dos balancetes diferem da divulgação no Portal da Transparência, ainda restam despesas a serem pagas e o resultado já foi anunciado. Além disso, as licitações com valores de artistas foram superiores aos praticados no mercado, entre outras coisas que pretendem ser esclarecidas com a CPI.

O presidente Adriano Coelho garantiu que dará encaminhamento aos dois pedidos de CPI ao setor jurídico da Câmara, mas que existem alguns trâmites que precisam ser seguidos. Ele lembrou que se for necessário contratar algum profissional especializado para auxiliar nos trabalhos, a Câmara já gastou o limite de R$ 7 mil com a CPI que está investigando irregularidades em obras de calçamento feitas pela administração passada. “Vamos precisar que a Administração Municipal nos auxilie com o setor de licitações da Prefeitura, se eventualmente for necessário uma perícia, para que possamos contratar esse serviço”, finalizou.