Por: diario | 02/03/2018

Após dois anos apertando o cinto, o consumo das famílias cresceu em 2017 e contribuiu para a alta de 1,0% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Apesar de o avanço dos gastos não chegar nem perto dos patamares de anos anteriores, a alta de 1,0% no ano passado mostra que os brasileiros estão voltando a comprar, ainda que de forma cautelosa. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O consumo das famílias tem forte peso no PIB brasileiro, de 63,4%, mais da metade do que é produzido no Brasil depende da demanda das famílias.

Os principais fatores que impulsionaram os gastos das famílias no ano passado foram a inflação mais baixa – o IPCA fechou 2017 em 2,95%, menor patamar desde 1998; Melhora do poder de compra com os ganhos reais nos salários (reajustes que foram dados com base na alta dos preços de 2016); Aumento da massa salarial (soma da remuneração de toda a população ocupada) com o crescimento da população ocupada e da renda média.

A liberação das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), também foi muito importante, pois foi injetado cerca de R$ 44 bilhões na economia em 2017, beneficiando 25,9 milhões de trabalhadores.

Além disso, o FGTS inativo ajudou a alavancar o consumo principalmente no 2º e 3º trimestres de 2017. No período de liberação do dinheiro, cresceu principalmente a venda de bens não duráveis (alimentos) e semiduráveis (calçados e vestuário). Houve reflexo também, ainda que em menor proporção, nas compras de bens duráveis (eletrodomésticos e automobilísticos).

A demanda das famílias é o componente mais importante do bolo que também é dividido pelos gastos do governo, investimentos em bens de capital (máquinas e equipamentos) e comércio exterior. É ele que sustenta o crescimento do setor de serviços, o principal segmento do PIB pelo lado da oferta, que cresceu 1,0% em 2017.

A melhora do mercado de trabalho foi o que mais contribuiu para a retomada do consumo das famílias em 2017. Além disso, a queda dos juros e a maior facilidade para renegociar as dívidas também foram fatores importantes, pois contribuíram para a redução do endividamento das famílias. Com o nome limpo, elas têm condições de voltar a consumir e contratar novas linhas de crédito.

 

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