Por: diario | 23/10/2018

De acordo com a consultoria FCStone, o consumo de fertilizantes no Brasil deve crescer 2,8% em 2018, para um recorde de pouco mais de 35 milhões de toneladas, com a demanda de produtores de soja, em especial, contrabalançando o aumento dos custos com fretes e o impacto da greve dos caminhoneiros.

A estimativa ocorreu após a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) mostrar que as entregas de fertilizantes no acumulado de 2018, até setembro, foram mais de 4% superiores na comparação com igual período do ano anterior.

A alta esperada pela FCStone reverte uma previsão de queda de 3,7% feita pela própria consultoria em julho, logo após a entrada em vigor da tabela de preços mínimos para fretes, uma das medidas tomadas pelo governo para acabar com a paralisação de caminhoneiros de maio.

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“Tivemos atraso (nas entregas), com a greve dos caminhoneiros, mas depois tivemos uma retomada forte. Nos últimos meses, vimos uma alta forte nas compras (de fertilizantes) justamente por causa do plantio de soja”, resumiu o analista Fábio Rezende.

Somente em agosto, as entregas foram de 4,8 milhões de toneladas, um recorde. Em setembro, somaram 4,25 milhões de toneladas.

Compras adiantadas

Para Rezende, a tendência é de que nos últimos meses do ano o consumo de fertilizantes no país recue, ficando abaixo do observado no quarto trimestre de 2017, uma vez que as compras voltadas à soja foram muito “adiantadas”.

“Será uma entrega recorde, pode até ser maior, mas a tendência é de que o consumo comece a cair agora”, concluiu.

Maior exportador global, o Brasil deve plantar uma área recorde de soja na atual temporada 2018/19, na casa dos 36 milhões de hectares. O impulso se dá em meio a um forte apetite da China, em disputa comercial com os Estados Unidos, pelo produto brasileiro.