Por: diario | 01/08/2017

Nos últimos dias, o comércio de Rio do Sul tem oferecido diversas promoções e condições para motivar as vendas. Na última semana, lojas do Calçadão Osny José Gonçalves fizeram uma bazar no meio da rua, oferecendo descontos que variavam de 20% a 50% no preço de peças de inverno e verão. As ações são motivadas pela baixa procura dos consumidores. Além da resseção econômica atual, a enchente de junho e o inverno com pouco frio fez com que os consumidores congelassem os gastos com o varejo.

De acordo com o Sindicato dos Empregados do Comércio de Rio do Sul (Sindicomércio), o lucro está menor do que registrado no inverno passado. “As vendas pioraram. A resseção brasileira se agravou esse ano e estão anunciando uma possível retomada, mas é lá na ponta. O varejo é o último a sentir a crise, mas também é o último a sair da crise”, avaliou o presidente do Sindicomércio e varejista, Orival Henrique Seola.

Ele comentou também como a questão da estação influencia os resultados. “Estamos tendo um inverno atípico na nossa região. Para nossa realidade ele começou muito tarde. Para as vendas, é bom quando ele começa em abril, para depois ver o veranico de maio e pegar as datas boas, como Dia das Mães e festas regionais. Esse inverno teve frio intenso, mas de período curto, dois três dias. E isso confunde ainda mais o consumidor”, disse Seola.

Rio do Sul recebe muitos compradores de outras cidades, se tornando uma força regional do setor, mas, de forma geral, o consumidor está escolhendo mais e poupando dinheiro, como ressalta o presidente do sindicato. “O consumidor em Rio do Sul está muito cauteloso, está muito criterioso, está em compasso de espera, assim como está o Brasil”, declarou Seola, ainda opinando que “pelo fato da economia nacional estar estagnada, Rio do Sul não poderia ser uma exceção e ainda tem o agravante de ter sofrido com a enchente. Não foi catastrófica, mas foi suficiente para causar grandes prejuízos”.

Marcelle Thomas, 33 anos, abriu logo depois da enchente uma loja de bijuterias no Centro de Rio do Sul. A “Biju da Chica” fica no Calçadão, onde o comércio foi todo afetado com a enchente. “Quando a gente entrou a água já tinha baixado. A única coisa que a gente sentiu foi o movimento. Todos [os comerciantes] do Calçadão conversaram com a gente, dizendo que as vendas tinha baixado muito por causa da enchente, as pessoas com certeza tiveram gasto nas lojas, e deu uma boa retrocedida nas vendas”, conta Marcelle. Mesmo assim, ela diz que está contente por ter mudado de Caçador para Rio do Sul há dois meses e investir no comércio. A loja dela vende a preço único de R$ 10 e está indo bem nas vendas, de acordo com a proprietária.

Suellen Venturini