Por: diario | 10/02/2019

Apesar de ser muito prático, é preciso tomar cuidado com as mensagens que você manda pelo celular no ambiente de trabalho.

Os empresários Juan Fontana e Alexandre Fernandes Furini são donos de uma rede com seis restaurantes e um mercado de carnes. São 200 funcionários, que fazem parte de 12 grupos de trabalho no aplicativo de mensagens WhatsApp, em que trocam mais de mil mensagens de trabalho por dia. O app é usado para comunicar preços, promoções, fazer compras, organizar a contabilidade e até para treinar funcionários.

Para o advogado trabalhista Alvaro Trevisoli, o WhatsApp pode e deve ser usado no trabalho. Mas não basta ter só bom senso, tem que tomar cuidado porque as mensagens servem como provas jurídicas. “Há risco de haver constrangimento e brincadeiras maldosas, bullying ou chefe resolver dar bronca num grupo colocando um funcionário numa posição constrangedora. O que pode levar a dano moral e material e quem paga a conta é a empresa”, explica.

Para evitar riscos, o advogado sugere algumas atitudes:

– Criar um código de ética da empresa para uso do WhatsApp;

– Fazer contrato de trabalho com cada funcionário, estabelecendo regras claras sobre o aplicativo;

– Proibir mensagens em vídeos, áudio e texto com brincadeiras, memes, ofensas;

– Proibir comunicação fora do horário de trabalho para evitar futuras ações trabalhistas.

Além dessas dicas jurídicas, tem patrão que já percebeu que o aplicativo também pode ser uma armadilha. O empresário Alexandre tem uma regra: mensagem de áudio que passou de 30 segundos, ele diz que nem ouve. Ele afirma que hoje deve participar de cerca de 100 grupos no WhatsApp.