Por: diario | 30/11/2013

As causas da baixa qualidade e o enfraquecimento do ensino superior no Brasil serão questionados pelo presidente da Comissão do Futuro, senador Luiz Henrique (PMDB-SC), durante audiência pública interativa com especialistas do setor. O público poderá participar dos debates nesta quinta-feira (28) a partir das 8h30, através do portal: www.senado.leg.br/ecidadania.

Na audiência sobre “O Brasil que queremos e o ensino superior: desafios e oportunidades” Luiz Henrique pretende indagar aos especialistas:

– Qual o papel do sistema de ensino superior brasileiro na economia, na estrutura social e na riqueza cultural nos meados do século XXI?

– Por que não temos nenhuma universidade entre as 200 melhores do mundo?

– Por que a universidade brasileira é isolada da comunidade universitária internacional?

– Como fortalecer a descentralização através das universidades comunitárias e estaduais?

– Qual a estrutura ideal do sistema de ensino superior levando-se em conta as revoluções tecnológicas e o ensino à distância?

– O que fazer já, agora, para construir tal estrutura?

O senador catarinense se mostrou preocupado com o rebaixamento da Universidade de São Paulo (USP) no ranking mundial. E ressaltou não existir justificativa para o Brasil, a sexta maior economia, não ter nenhuma universidade com padrão equivalente ou próximo das melhores instituições educacionais do planeta.

Ao classificar como “uma das tragédias nacionais” a ausência de universidades brasileiras neste ranking, Luiz Henrique deu como exemplo o ensino americano:

– Os Estados Unidos tem sete universidades entre as dez melhores do mundo, quatorze entre as vinte melhores do mundo e setenta e sete entre as duzentas melhores do mundo.

E sublinhou que, mesmo na crise do subprime, nunca duvidou que os EUA continuariam na liderança mundial do ensino superior, que credita ao acervo de conhecimentos dos americanos.

A partir do exemplo, ele ressaltou que gostaria que pudéssemos comemorar dentro de alguns anos a vitória do japonês Nakajima pilotando um carro com motor Silva, produzido no Brasil, ao invés de comemorarmos as vitórias de Fittipaldi, Senna e outros ex-campeões de Fórmula 1 com motores estrangeiros.