Por: diario | 06/03/2018

O governador licenciado de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD), foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), no processo que investiga a suspeita de recebimento de R$ 2 milhões de forma irregular de executivos da Construtora Odebrecht na campanha eleitoral de 2014. A PGR pede condenação pelo crime de Caixa 2. O fato ocorreu na sexta-feira (2).

Logo após o vazamento da informação, ele concedeu entrevista ao jornalista político do grupo NSC, Upiara Boschi. “Estou aliviado. A Polícia Federal, o Ministério Público, eles pediram arquivamento do processo de corrupção.

Isso é uma coisa rara. Talvez seja o único governador de todos os que estão lá que consiga essa situação. A minha defesa foi concentrada 100% na questão da corrupção. Agora saímos da questão criminal e vamos para a eleitoral. Isso não me incomoda, quero isso. Posso mostrar, posso comprovar”, comentou o governador.

Também são investigados no processo o ex-secretário da Fazenda de Santa Catarina, Antônio Gavazzoni e o ex-secretário de Comunicação, Ênio Branco. Eles são apontados como supostos responsáveis por viabilizar a transação junto a dois executivos da empreiteira: Fernando Reis e Paulo Roberto Welzel, que fecharam acordo de delação.

O inquérito é resultado do avanço das investigações no âmbito da Operação Lava Jato, e segue em segredo de justiça.

O governador ainda não é réu no processo, para isso, a denúncia precisa ser aceita pelo Superior Tribunal de Justiça, considerando que Colombo possui foro privilegiado.

Desenrolar político

O fato pode mudar os planos de Raimundo Colombo, de se desincompatibilizar do cargo de governador dentro do prazo exigido pela Lei Eleitoral, para que possa concorrer a uma vaga no Senado Federal.

Caso Colombo renuncie em abril, perde o foro privilegiado, e o processo será remetido para a guarda do juiz Sérgio Moro, em Curitiba.

Rafael Beling

 

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