Por: diario | 03/05/2017

Em Rio do Sul, a primeira coleta de sangue do ano será realizada no próximo dia 16, das 10h às 11h30 e das 13h30 às 16h, no antigo Banco de Sangue do Hospital Regional Alto Vale. Serão distribuídas 55 senhas, sendo 20 delas no período matutino e 35 no vespertino. Para doar sangue, é preciso manter um estilo de vida saudável, ter boa saúde, não estar tomando nenhum medicamento, entre outros pré-requisitos.

De acordo com o coordenador técnico do Hemocentro de Lages, Antônio Jacó, o serviço estava suspenso em Rio do Sul desde novembro do ano passado. Isso aconteceu porque a Secretaria de Estado da Saúde não vinha repassando os recursos necessários para realizar a coleta. Além disso, também havia dificuldades em relação aos funcionários que são disponibilizados para a ação. “A gente tem uma notificação do Ministério do Trabalho com relação aos funcionários que têm vínculo CLT. Eles não podem ultrapassar o número deles de horas normais, porque eles recebem insalubridade”, explicou o coordenador.

Para o Ministério do Trabalho, os funcionários que recebem insalubridade não podem fazer horas extras. Como o Hemocentro de Lages é responsável pela coleta de sangue em Rio do Sul, o deslocamento de profissionais de um município para o outro se tornou inviável, por conta do limite de horas que devem ser trabalhadas. A solução encontrada foi estabelecer um vínculo empregatício estatutário, onde o pagamento da hora extra é permitido por lei. “Na CLT eu não tenho como fazer isso, porque ele [o funcionário] recebe insalubridade. O Ministério do Trabalho já nos notificou da impossibilidade desse tipo de procedimento, ou seja, que um funcionário trabalhe acima das oito horas previstas”, explica Jacó.

 

Sem previsões

Ainda não há previsão para novas coletas de sangue no município, e essa é uma das reclamações constantes dos rio-sulenses. Segundo o coordenador, a comunidade é sempre muito participativa, e normalmente comparece às campanhas. “A gente tem um serviço de sugestões e reclamações em que o grande número das reclamações é com relação a nossa falta de regularidade para ir aí [em Rio do Sul]. Quando o pessoal vê que a gente vai realizar uma coleta externa aí, normalmente a população responde muito bem”, finaliza Jacó.

Carolina Ignaczuk


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