Por: diario | 03/07/2019

Acontece hoje em Chapadão do Lageado, o 11º Ciclo de Conscientização sobre Saúde e Segurança do Produtor e Proteção da Criança e do Adolescente. O evento é voltado às famílias produtoras de tabaco e o objetivo é discutir temas importantes como trabalho infantil, utilização da vestimenta de colheita e cuidados no manejo de agrotóxicos.

O encontro, que é promovido pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e empresas associadas, com apoio da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), acontece no Centro de Eventos Rainoldo Scheidt, no Centro de Chapadão do Lageado, e a expectativa, é de reunir mais de 400 pessoas.

A programação integra vídeos informativos sobre questões como a correta aplicação, manuseio e armazenagem de agrotóxicos e a importância da utilização da vestimenta de colheita. O Ciclo vai iniciar às 13h com a recepção dos produtores e convidados, seguindo com a abertura às 13h30 e logo após com a apresentação em vídeo sobre a saúde e segurança do produtor, direitos da criança e do adolescente e apresentação teatral. No fim do evento, às 15h30, será servido um café colonial.

“A educação vem de casa, mas o conhecimento adquirido na escola é fundamental. Os nossos filhos precisam estar hoje muito melhor preparados que nós antigamente. Muitos processos mudaram, a forma de se comunicar, de gerir a propriedade. A gente quer o melhor para os nossos filhos e, atualmente, o melhor para eles é estudar. Assim também, sabemos que o nosso bem mais precioso é a saúde. Vamos entendendo isso na medida em que o tempo vai passando”, disse o presidente do SindiTabaco, Iro Schünke.

Para ele, muitos problemas podem ser evitados por meio da prevenção. “Utilizar o EPI e a vestimenta de colheita, seguindo as recomendações da nossa equipe de campo, pode fazer toda diferença. Além disso, ao adotar essas condutas, estamos cuidando também do nosso próprio negócio, considerando que exportamos boa parte da nossa produção e o mercado externo busca produção sustentável, com garantias de que não foi produzido por mão de obra infantil ou às custas da saúde e segurança dos produtores”.

Dados regionais, estaduais e nacionais

Somente no Alto Vale, mais de 10 mil famílias se dedicam à produção do tabaco e de todos os municípios produtores da planta, o que tem o maior número de fumicultores é Santa Terezinha, com dois mil. No total, são cerca de 30 mil hectares dedicadas à cultura na região, com uma produção considerada muito boa, de 2.400 quilos por hectare. O município sede do Ciclo, Chapadão do Lageado, possui hoje 657 produtores de tabaco, com uma produção de 4.778 toneladas.

Quanto ao Sul do Brasil, de acordo com os dados da Afubra, na safra de 2017/2018, o cultivo de tabaco envolveu 149.350 famílias produtoras, com uma produção de 297.460 hectares e um total de quase 700 mil toneladas. Todo esse produto gerou um valor de mais de R$ 6 milhões.
Somente em Santa Catarina, são 204 municípios produtores, 45 mil produtores, 180 mil pessoas meio rural, 78 mil hectares plantados, 176 mil toneladas produzidas, R$ 2,11 bilhões de receita aos produtores e US$ 378 milhões em exportações em 2018.

No Brasil, no último levantamento, o tabaco foi responsável pela geração de 638.440 de empregos diretos e 1.440.000 de empregos indiretos, o que mostra que o setor fumageiro presta uma importante contribuição social, envolvendo mais de 2,1 milhões de pessoas no processo. “O Brasil lidera o ranking de exportação mundial de tabaco, mantendo-se nesta posição há 26 anos. Também somos destaque na produtividade, em decorrência do sucesso do Sistema Integrado de Produção, que permite a sustentabilidade da atividade rural, especialmente em pequenas propriedades”, completou Iro Schünke.

Sobre o Ciclo de Conscientização

Em junho e julho, seis eventos estão mobilizando os produtores de tabaco para que permaneçam conscientes da importância de cuidar da segurança da família. Os encontros iniciaram no Rio Grande do Sul, com eventos nos municípios de Segredo e Rio Pardo, reunindo em torno de mil pessoas, e seguem em julho, em Santa Catarina e Paraná, quando acontecem em Papanduva (SC), Chapadão do Lageado (SC), Ivaí (PR), e Rebouças (PR).
Realizados desde 2009, os Ciclos de Conscientização já tiveram a participação de mais de 25 mil pessoas de 60 municípios. Realizados pelo SindiTabaco e empresas associadas, com apoio da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), os seminários têm a proposta de complementar as orientações sobre saúde e segurança e proteção da criança e do adolescente, temas que são trabalhados permanentemente nas relações do Sistema Integrado de Produção de Tabaco.

Elisiane Maciel