Por: diario | 02/11/2014
A vice-presidente e secretário Geral da Federação da Indústria e do Comércio de Shanghai, Keqiao Shen, e a diretora da entidade, Stacey Wang, formalizaram na audiência concedida aos integrantes da Missão Empresarial da Fecomércio Dubai/China a intenção de investir no setor imobiliário catarinense e de realizar uma missão de prospecção de negócios ainda no próximo ano.
O diretor Executivo da Fecomércio, Marcos Arzua, o vice-presidente de Habitação, Sergio Luiz dos Santos, e o vice-presidente da Grande Florianópolis e presidente da Câmara do Mercado Imobiliário da Fecomércio, Marcelo Brognoli, se comprometeram a estruturar um protocolo de investimentos, com todas as condições, informações e cenários para que as companhias chinesas possam investir no Estado.
“Podem ter certeza que este dia é um marco para o início da relação de negócios entre Santa Catarina e Shanghai na área imobiliária”, afirmou Arzua. Durante a audiência de negócios, os chineses apresentaram um vídeo sobre a Federação da Indústria e do Comércio de Shanghai, criada em 2004. No ano passado, a entidade promoveu investimentos que geraram 16 milhões de metros quadrados construídos em Shanghai e, neste ano, até agora, só chegou a 10 milhões de metros quadrados porque o preço dos imóveis subiu 10% e isso dificultou os financiamentos, especialmente em imóveis residenciais, que representam 60% da demanda.
Ao sair do encontro com os chineses, o vice-presidente da Fecomércio da Grande Florianópolis e presidente da Câmara do Mercado Imobiliário, Marcelo Brognoli, fez uma avaliação dos resultados da audiência.
“A China, nos últimos anos, tem se voltado para os investimentos internos e, pudemos perceber hoje, tem interesse em investimentos externos, também. Eles nos mostraram que já investem em vários países, inclusive no Brasil. Nós entendemos que a missão que levamos daqui, hoje, é preparar projetos, e isso ficou muito claro, muito objetivo. Preparar e apresentar a eles projetos, com todo o arcabouço de investimento e retorno desse investimento, para que eles possam efetivamente participar de negócios em Santa Catarina”, afirmou.
Sobre as perspectivas da China para os próximos cinco anos, Keqiao Shen respondeu com a habitual praticidade chinesa: “Só queremos crescer, crescer, crescer. Para dentro e para fora da China”, disse Shen, citando os negócios já em andamento nos Estados Unidos, Taiwan, Vietnã, Coreia, Inglaterra, França, Alemanha, Índia e Japão.
Na audiência que aconteceu na sede da federação, em Shanghai, os catarinenses perceberam que os chineses têm possibilidades ilimitadas de recursos através do Banco da China, que já está instalado no Brasil. A diretora da Federação, Stacey Wang, ficou encantada ao saber que o Estado tem uma costa de mais de 450 quilômetros, mas que também há boas oportunidades de se investir em outras regiões, como o Oeste e a Serra Catarinense.