Por: diario | 24/06/2017

Com a estrutura física finalizada desde abril deste ano, o Centro Oncológico do Hospital Regional Alto Vale (HRAV), de Rio do Sul, segue sem previsão para o início dos atendimentos. Para que comece a funcionar, o local – que custará meio milhão de reais por mês – precisa ser credenciado junto ao Ministério da Saúde, procedimento que, na pior das hipóteses, pode demorar até um ano.

Na última quinta-feira (22), o presidente da Fundação de Saúde do Alto Vale do Itajaí (Fusavi), Manoel Arisoli Pereira, entregou ao governador do Estado, Raimundo Colombo, uma proposta que pede a aceleração do processo de credenciamento do Centro Oncológico. Colombo esteve em Rio do Sul para falar sobre a segunda edição do Fundo de Apoio aos Municípios (Fundam), e até havia agendado uma visita ao Hospital Regional, que foi cancelada em cima da hora por conta de alguns imprevistos relacionados à locomoção. “A visita dele era para conhecer a obra para qual o Estado havia liberado os R$ 4.8 milhões. Como ela está concluída, ele queria visitar a obra”, conta Pereira.

Outro ponto do documento entregue pelo presidente da Fusavi ao governador sugere reverter uma dívida do Estado, no valor de R$ 5 milhões, para R$ 4 milhões em um equipamento de PET-Scan e R$ 1 milhão em recursos para o hospital. “O que eu entreguei para o governador era uma proposta que nós já tínhamos feito no dia sete verbalmente, eu e o deputado Milton [Hobus], de trocar a dívida do Estado de R$ 5 milhões por R$ 4 milhões para a compra do PET-Scan, e um R$ 1 milhão de repasse ao hospital para custeio, em caráter de urgência”, explica. Segundo Pereira, a proposta ainda será analisada por Colombo.

 

Credenciamento

 

O presidente da Fusavi é enfático: o Centro de Oncologia só irá funcionar quando estiver credenciado. Para ele, a partir do momento em que a obra é finalizada, essa é a parte mais importante de todo o processo burocrático. Em outras palavras, o credenciamento define quem é que vai pagar a conta de meio milhão de reais para manter o local de portas abertas. “O credenciamento é o contato entre o Ministério da Saúde e o Hospital Regional para definir os direitos e obrigações, o que o hospital tem que fazer e o que o Ministério tem que fazer. O credenciamento é a assinatura de um contrato formal, onde assina o Ministério da Saúde, a Secretaria Municipal de Rio do Sul e o Hospital Regional”, ressalta Pereira. Atualmente, as pessoas que necessitam de procedimentos oncológicos no Alto Vale precisam se deslocar a outras cidades, como Lages, Blumenau e Florianópolis. Sendo assim, a estrutura localizada no hospital é uma das obras mais aguardadas no segmento da saúde. “A população do Alto Vale tem que ir para Lages, para Blumenau ou para Florianópolis para fazer o tratamento de quimioterapia enquanto a estrutura lá está pronta”, lamenta Pereira.

Carolina Ignaczuk