Por: diario | 16/11/2018

Nos próximos cinco anos, as Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), vão investir R$ 233 milhões em melhorias no sistema de energia do Vale e do Litoral Norte. Os recursos serão direcionados para a construção de quatro novas subestações, ampliação de outras seis e na viabilização de quatro novas linhas de distribuição. No Alto Vale, três subestações serão beneficiadas com aumento de potência e um investimento de cerca de R$ 20 milhões.

Parte do recurso que será distribuído no estado, irá para instalações de equipamentos como religadores, reguladores de tensão, banco de capacitores e medidores de energia. O pacote abrange dez municípios do estado, entre eles Ituporanga, Taió e Trombudo Central.

O dinheiro representa uma fatia de um financiamento contratado no fim de outubro pela Celesc, junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), no valor de US$ 276 milhões. De acordo com o chefe da Agência Regional da Celesc de Rio do Sul, Manoel Arisoli Pereira, os investimentos a serem aplicados aqui na região, serão para obras estruturantes, aquelas que não são do dia a dia.

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“A Celesc fez um empréstimo junto ao BID de R$ 1 bilhão para atualizar a empresa e acelerar o crescimento. Para o Alto Vale dentro deste pacote inicial, nós temos a ampliação da subestação de Trombudo Central, onde hoje nós temos 35 MVA instalados e vamos instalar mais 26 de potência de transformação. Essa subestação atende basicamente a região de Pouso Redondo, Agrolândia, Atalanta, Braço do Trombudo e a própria Trombudo Central. Em Ituporanga, nós temos hoje na subestação 26 MVA e vamos dobrar, instalar mais 26. Essa subestação atende os municípios de Ituporanga, Chapadão Lageado, Petrolândia, Imbuia e Aurora, já que Vidal Ramos atende parte de Imbuia e Leoberto Leal. Em Taió, a subestação atende Taió, Salete, Rio do Campo, parte de Pouso Redondo e Mirim Doce e tem hoje instalados 30 MVA e vamos instalar mais 26”, explicou.

Ele disse ainda, que esse aumento nas subestações vai representar para a região o dobro de potência instalada e vai garantir ao Alto Vale, ter energia disponível para os próximos 20 anos.

Inicialmente os investimentos serão estes, mas Manoel explica que há todo um investimento habitual nas subestações, que é realizado mensalmente.

“Para se ter uma ideia, nós investimos em média no Alto Vale, cerca de R$ 2 milhões mensais, que são de obras de rotina, do dia a dia. E esse recurso, que virá para as três subestações, virá como um recurso extra para somar com aquilo que se investe no dia a dia”.

A Celesc informou que esse montante vai custear 60% das obras de melhoria do sistema elétrico catarinense entre 2018 e 2022, o que representará um ganho operacional de 20% no Estado.

Em Santa Catarina, os recursos serão aplicados na construção de 20 novas subestações e na ampliação de 31 existentes, além da instalação de 342 quilômetros de novas linhas de distribuição e na aquisição de equipamentos, materiais e recursos para áreas de automação e tecnologia da informação. Uma das vantagens da operação de crédito foi a baixa taxa de juros (4% ao ano) e o longo prazo de pagamento, de 25 anos, sendo cinco de carência.

Elisiane Maciel