Por: diario | 22/03/2019

O presidente da Celesc, Cleicio Martins, apresentou, na tarde desta quinta-feira (21), o orçamento da Companhia para 2019, no montante de cerca de R$ 1bilhão. Os recursos serão utilizados para investimentos em geração e distribuição de energia e para o custeio das atividades operacionais e de apoio, além de P&D e Eficiência Energética.

“Estamos destinando recursos para investimentos estratégicos, que visam atender ao crescimento do mercado na nossa área de concessão (por meio da construção e a ampliação de subestações, por exemplo) e necessidades específicas do meio rural (com a substituição de redes monofásicas por redes trifásicas e a instalação de cabos protegidos), pleito antigo que beneficia diretamente o agronegócio, responsável por cerca de 30% do PIB catarinense”, explicou o presidente da Empresa, Cleicio Poleto Martins.

Também presente na coletiva, o governador Carlos Moisés afirmou que as ações são necessárias para manter a Celesc como uma empresa de economia mista com resultados positivos aos seus acionistas.

“A partir de uma gestão austera e de qualidade, com investimentos onde realmente é necessário, a Celesc será cada vez mais valorizada e vai contribuir significativamente para a qualidade de vida das pessoas, das indústrias, da produção rural e dos serviços, como hospitais e comércios”.

Mais da metade dos recursos anunciados será aplicada para ampliação, operação e manutenção do sistema elétrico, para onde serão destinados R$ 595 milhões.

Os investimentos no sistema de distribuição incluem, entre outras ações, a construção de sete novas subestação e ampliação de 13 subestações existentes; e a transformação de 618,5 quilômetros de rede monofásica para rede trifásica (Veja adiante mais informações a esse respeito, por região).

Parte dos recursos será destinada à ampliação do parque gerador da Empresa, em iniciativas como a ampliação em mais 7,2 MW a capacidade instalada da Usina Celso Ramos, em Faxinal dos Guedes, totalizando 12,6 MW de potência e a revitalização da Usina Maruim, patrimônio histórico catarinense localizado em São José.

Além disso, R$ 314 milhões serão aplicados na compra de materiais e na contratação de serviços, R$ 127 milhões na área de Pesquisa & Desenvolvimento e Eficiência Energética — em projetos da Chamada Púbica, programas como o Bônus Eficientes e o Energia do Bem, Iluminação Pública, Mobilidade Elétrica, Geração Eólica, Robótica, Meio Ambiente, entre outros.

O capital também prevê atender um antigo pleito do interior catarinense: a instalação de cabos protegidos e a transformação da atual rede monofásica para rede trifásica de energia.

“Estão planejado investimentos de cerca de R$ 50 milhões nesta alteração que irá garantir mais segurança ao produtor rural, contribuindo com toda a produção agrícola, agrária e industrial do nosso estado”, afirma Cleicio.

Novo Modelo Organizacional da Celesc

A estrutura da Celesc por Agências Regionais foi idealizada em 2009 e não havia sofrido alterações desde então. Na época, a realidade era de 72 mil km de rede de média tensão, 142 mil transformadores e 2,11 milhões de unidades consumidoras em todo o estado. Na última atualização dos dados, em 2018, o cenário havia se transformado: 81 mil km de rede de média tensão, 177 mil transformadores e 3,03 milhões de unidades consumidoras em Santa Catarina.