Por: diario | 1 mês atrás

O projeto “Celesc Rural”, já substitui cerca de 80 quilômetros de fios das redes de energia elétrica na comarca de Ituporanga e até o dia 1º de agosto, a troca de 88 quilômetros de cabos deve ser concluída. A expectativa é de finalizar os mais 400 quilômetros que ainda faltam até o fim de 2019.
O programa tem duas modalidades e o foco para o Alto Vale, é o investimento na rede com cabos protegidos para evitar a falta de energia elétrica na área rural, principalmente nos períodos da secagem de fumo.
De acordo com o chefe da Agência Regional da Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) em Rio do Sul, Manoel Arisoli Pereira, as etapas já licitadas devem ficar prontas ainda neste ano na Comarca de Ituporanga, local onde há mais problemas de falta de energia elétrica no verão. “No dia 1º de agosto serão concluídos os primeiros 88 quilômetros de fios. Na próxima semana será assinado o contrato de mais 230 quilômetros, que inclusive já estamos com a licitação feita e as obras já devem iniciar na semana seguinte. E no dia 5 de agosto, acontece a terceira licitação para mais 170 quilômetros. A ideia é de se conseguir executar estas três licitações ainda neste ano”, revela.
Além dessas, uma outra licitação de mais 92 quilômetros será aberta na quarta-feira (24), desta vez para outros municípios do Alto Vale. Ele adianta que em setembro deste ano, serão lançadas licitações para mais 400 quilômetros. “Agora estamos na fase de projetos e em setembro lançaremos as licitações fechando os projetos. Este é o cenário deste ano na substituição de cabos”
Em setembro de 2020, mais 400 quilômetros serão licitados, para serem implantados em 2021.

Foco para o Alto Vale

De acordo com Manoel, o foco do projeto para a região é eliminar a falta de energia elétrica nas propriedades rurais, principalmente nas estufas de secagem do fumo. “A fumicultura é uma atividade especialmente delicada na região do Alto Vale catarinense pela necessidade de secar as folhas em estufas que dependem do fornecimento contínuo de energia. Qualquer oscilação ou interrupção mais prolongada já afeta a qualidade da produção, gerando prejuízos e ameaçando a viabilidade dos negócios”.
De acordo com ele, a vegetação na rede é hoje a principal causa de falta de energia nas regiões rurais, onde há grandes extensões com plantios de pinus e eucaliptos e a expectativa é reduzir cerca de 90% a falta de energia elétrica nas comunidades rurais destes municípios. onde os cabos estão sendo substituídos “Essas espécies de árvores alcançam mais de 30 metros de altura e, com a força dos ventos, muitas vezes são lançadas sobre a rede, e a proteção dos cabos irá torná-los mais resistentes ao impacto com a vegetação”.
Um dos agricultores que comemorou o investimento da Celesc, foi Michael May, de Ituporanga, que vem tendo prejuízos com a fumicultura, por conta da falta de energia elétrica. “Somente nesta safra eu perdi quatro estufas de fumo. Há dois anos eu perdi duas também, mas este ano foi muito triste. Por isso é muito importante esse investimento, porque qualquer folha e casca que cai em cima da rede causa falta de energia elétrica e eu acho muito importante a atitude, porque tudo que é feito para melhorar é bem-vindo”.

Sobre o “Celesc Rural”

De acordo com Pereira, o programa terá duas vertentes, sendo que a primeira e a mais importante para o Alto Vale, é a substituição de cabos nus por cabos protegidos. “São cabos com isolamento de até 1000 volts, onde eles eliminam esses defeitos na rede com cacas de eucalipto, galhos que caem em cima”. O investimento inicial, será de R$ 36 milhões, que serão divididos nas três etapas.
A segunda modalidade do programa, que foi lançada pela Celesc no Oeste do estado, prevê a substituição de redes monofásicas por trifásicas para ampliar a capacidade de fornecimento de energia das áreas rurais. Para essa modalidade, serão investidos R$ 29,2 milhões, em 300 quilômetros de rede em todo o estado de Santa Catarina e R$ 6,5 milhões, na substituição de 86 quilômetros, nas unidades de Rio do Sul e Mafra. “Aqui na região temos 24,9 quilômetros”, completou Pereira.