Por: diario | 18/05/2017

Carolina Ignaczuk

A Celesc está trabalhando na liberação de um empréstimo de 300 milhões de dólares, feito através do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Os recursos servirão para a realização de obras em todo o estado, inclusive nas regiões do Alto Vale e Vale Norte. No projeto, estão previstas as ampliações das subestações de Taió, Trombudo Central e Ituporanga, além de uma interligação da linha de transmissão do trecho da Usina Hidrelétrica Salto Pilão, em Apiúna, até a subestação em Presidente Getúlio.

O gerente regional da Celesc, Manoel Arisoli Pereira, explica que a última etapa para a liberação do empréstimo aconteceu na terça-feira (16), durante uma audiência pública na cidade de Joinville. A expectativa é que o valor esteja disponível até outubro deste ano, para que as licitações comecem em 2018. “Agora a nossa expectativa é que no mês de agosto, por aí, a gente assine o contrato com o banco [BID], lá por outubro ocorra a liberação dos recursos e no decorrer do ano que vem nós licitamos isso, porque são diversas obras a nível de estado”, explica Manoel.

Dos 300 milhões de dólares emprestados, Manoel conta que ao menos R$ 5 milhões serão destinados à obra de interligação entre a usina e a subestação de Presidente Getúlio. “A única coisa que tem para o Alto Vale desses 300 milhões são quatro obras, que são essas três subestações e mais uma rede de interligação entre a Usina Salto Pilão e a subestação de Presidente Getúlio”, ressalta.

 

Benefícios

As obras programadas para o ano que vem devem aumentar o suprimento de energia elétrica no Alto Vale, além de elevar a quantidade de potência disponível nas regiões de Trombudo Central, Ituporanga e Taió. Em relação à interligação da Usina Salto Pilão com Presidente Getúlio, as melhorias trarão uma segunda fonte de suprimento para o Vale Norte. “Hoje no Vale Norte tem uma linha de transmissão entre Rio do Sul e Presidente Getúlio, e com a Usina nós temos um segundo ponto de suprimento. Se porventura der um vendaval, se perde a linha, nós temos um segundo ponto”, finaliza o gerente regional da Celesc.