Por: diario | 22/01/2017

Os alunos matriculados no Centro de Educação Infantil (CEI) Augusto Bosco já têm destino definido no retorno às aulas. Em reunião realizada na terça-feira (17), representantes da Secretaria da Educação de Rio do Sul e da comunidade do Loteamento Santa Clara definiram quais serão os próximos passos para a reabertura da creche. O encontro contou com a presença dos pais, membros da Associação de Moradores, membros da Associação de Pais e Professores (APP) e funcionárias da Secretaria da Educação.

Após um amplo debate entre moradores do bairro Laranjeiras e representantes da secretaria, ficou decidido – por meio de votação – que as crianças de zero até dois anos serão atendidas em uma sala no Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) da comunidade. Os demais alunos serão encaminhados ao Centro Integrado de Atenção à Comunidade (Conviva), no bairro Boa Vista.

Para o deslocamento até a unidade, as crianças contarão com um transporte fornecido pela Secretaria da Educação. Além disso, na próxima quinta-feira (26), a partir das 19h, os pais das crianças que precisarem desse transporte já podem fazer o cadastro de seus filhos nas dependências do CEI Augusto Bosco.

Reformas e adequações

De acordo com a responsável pela pasta da Educação infantil, Adelina de Fátima Ferreira Tenfen, o espaço do Conviva está sendo reformado para que as crianças tenham o melhor atendimento possível. “São quatro salas que estamos adequando. Estamos colocando parques e adequando banheiros”, conta.

Adelina – que também é professora no CEI Augusto Bosco – explica que a creche seguirá fechada até que o problema seja resolvido. A partir do dia 13 de fevereiro, os alunos já serão encaminhados ao espaço do Conviva. “Já foi encaminhado um pedido de licitação para o setor competente da Prefeitura e a gente depende dessa licitação, mas a Secretaria da Educação já fez a parte dela”, declara.

Um problema antigo

Atualmente, o CEI Augusto Bosco atende cerca de 90 crianças. A creche deveria abrir no próximo dia 13 de fevereiro, mas uma análise da estrutura do telhado apontou riscos de desabamento e impossibilitou o retorno das aulas. Segundo a presidente da Associação de Moradores, Luciana Wolff, este é um problema antigo. “O problema do telhado não é de agora, é desde quando foi inaugurada a creche em 2008”, conta.

A creche segue fechada por tempo indeterminado, até que as reformas – que ainda não foram iniciadas – sejam concluídas. “A gente determinou que as crianças só entrariam de volta quando o telhado estivesse pronto e em perfeito estado para que as crianças ficassem em segurança”, afirma Luciana.