Por: diario | 11/06/2017

Apesar de não ter registrado problemas com alagamentos, a cidade de Ibirama foi fortemente atingida pela enchente. De acordo com o levantamento da Proteção e Defesa Civil do município, na última semana foram feitos cerca de 140 chamados por ocorrências como deslizamentos, queda de barreira, árvores em cabos de energia elétrica e problemas em residências devido à chuva. O município possui quatro famílias desalojadas, que estão acolhidas em casas de parentes ou amigos, mas que talvez não voltem a morar no mesmo lugar.

As quatro residências foram interditadas e agora as estruturas vão ser avaliadas. “Delas, duas tem que passar por uma avaliação mais aprofundada, que tem que ser feita com um geólogo”, comentou o coordenador da Proteção e Defesa Civil de Ibirama Fernando Jost. As residências ficaram comprometidas por causa de deslizamentos e danos na edificação.

Após os diversos deslizamentos na cidade, as equipes da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Urbanos e Secretaria Distrital realizaram a recuperação emergencial das ruas do interior. A Proteção e Defesa Civil Municipal continua monitorando os pontos críticos que apresentaram incidentes e segundo Jost, é necessário ainda alguns dias para que seja considerado seguro os locais em que a terra deslizou. “Ainda existe o risco e, por enquanto, é preciso bastante cuidado nessas áreas”, disse o coordenador.

Ele ainda ressalta que, na cidade, quase todos os bairros foram atingidos. “É bastante trabalhoso. Algumas pessoas falam que em Ibirama não tem problema porque não vem água, mas a água vem e desce, as barreias quando caem vêm com tudo”, comparou Jost. Em Ibirama, os diversos tipos de solo também geram uma situação diferenciada em períodos de chuva. “Tem local que o solo é argiloso, outro que é arenoso, que tem rocha, tem de tudo”, disse o coordenador. Na questão do deslizamento, é preciso ficar atento aos sinais: “se em sua casa surgirem pequenas rachaduras nas paredes ou janelas, fissuras ou erosões no terreno ao redor da casa, ligue para a Proteção e Defesa Civil Municipal”, destaca Jost.

Interdições em Presidente Getúlio

Em Presidente Getúlio, três residências foram interditadas pela Defesa Civil. Devido a quantidade de chuva acumulada nos últimos dias, o barro cedeu causando rachaduras nas casas e há risco de desmoronamento. As famílias foram retiradas do local na quinta-feira; Duas casas ficam no bairro Índio Esquerdo e uma no Rio Krauel.

Estrada em meia pista em Trombudo Central

Trombudo Central, que está em estado de emergência, a SC-112, que dá acesso a Agrolândia está em meia pista. No local, uma barreia caiu e interditou a estrada por dois dias. Para ir a Agrolândia, os motoristas usavam um caminho alternativo, mas, de acordo com a Prefeitura, nesta sexta-feira foi retirado parte do barro e agora é possível passar.

Mesmo assim, o trecho ainda preocupa. Como a terra está molhada, novos deslizamentos ainda podem acontecer. Na segunda-feira, uma máquina deve realizar a limpeza do outro lado da pista. A prefeita de Trombudo Central, Geovana Gessner, comentou que o município sofreu muito com as cheias. A agriculta teve grandes perdas e alguns comerciantes, que tiveram lojas atingidas pela água. “A gente ainda está fazendo uma levantamento, mas nosso município teve um grande prejuízo”, disse Geovana.

Segundo ela, a cidade conta com o Governo Estadual para reparar os dados, pois não há recurso para tal. Ela também agradeceu a solidariedade de municípios vizinhos nesta hora. “Pouso Redondo mandou um caminhão-pipa e Braço do Tromdubo mandou alimento e colchões para as famílias atingidas”. A cidade tem dez pessoas em abrigo.