Por: diario | 28/04/2017

As duas maiores cidades do estado, Joinville e Florianópolis, têm passado maus bocados com a violência. Assassinatos bárbaros e disputas por territórios de venda de drogas por parte de facções criminosas deixam a população acuada e temendo pelo futuro. Somente na Grande Florianópolis, em 2017 já foram mais de 70 homicídios considerados violentos e os números só aumentam.

Esta semana, o destaque negativo foi a capital, que na noite de terça-feira (25) passou momentos de terror com os ataques praticados contra quatro veículos – que foram incendiados – delegacias e até mesmo viaturas da polícia que estavam em rondas.

A suspeita dos órgãos de segurança é de que o foco dos bandidos era distrair o policiamento de uma possível invasão a uma comunidade para dominar o ponto de venda de entorpecentes, onde ocorreu troca de tiros com os faccionados rivais. A partir daí que se desencadeou o vandalismo na Ilha. Uma pessoa foi ferida e levada ao hospital, e ainda, houveram apreensões de armas e drogas.

A resposta da polícia foi rápida, que conseguiu prender os suspeitos dos ataques. No dia seguinte à noite de terror, ocorreu uma reunião do Gabinete de Crise da Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-SC), composta pelo secretário adjunto de Segurança Pública, delegado Aldo Pinheiro D’ávila, comandante geral da Polícia Militar, Coronel Paulo Henrique Hemm, delegado geral da Polícia Civil, Artur Nitz, e os diretores da Polícia Militar e Polícia Civil.

Em entrevista, após a reunião, o secretário de Segurança Pública do Estado, César Augusto Grubba, disse que apesar da gravidade dos atentados, as ocorrências foram menores do que as que se conseguiu evitar, e diz que a resposta será ainda mais eficiente.

“Demos uma pronta resposta, imediata, nas comunidades de Novo Horizonte e Chico Mendes, evitando uma terceira chacina em Florianópolis. Estamos atentos e vamos manter nossa estratégia de policiamento ostensivo, em áreas vulneráveis, pois nosso foco principal é o cidadão do bem”, salientou o secretário.

Apesar deste discurso tentar confortar a população de toda Santa Catarina, que tem Florianópolis como referência, muitas dúvidas ainda pairam no ar. Por exemplo, o fato do secretário Grubba não ter citado a colaboração de outros órgãos para deter a violência e aparentar não ter uma estratégia definida para cessar os ataques.

Especialistas em segurança afirmam que há a necessidade de reforçar uma equipe para trabalhar na inteligência, ou seja, prevenir a barbárie antes que ocorram maiores prejuízos à sociedade, e não apenas investigar os homicídios já ocorridos.

 

Entenda o caso

Atualmente em Florianópolis existe uma disputa entre duas facções criminosas para o controle no tráfico de entorpecentes. A primeira, de origem catarinense, iniciada em 2003. A outra, oriunda de São Paulo, deseja se estabelecer como dona do mercado de droga ilícita na cidade.

Na última semana, a Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) realizou uma megaoperação que tirou de circulação grande parte dos membros da organização criminosa paulista, com isso, a facção catarinense quer avançar sobre os pontos de venda de drogas dos rivais.

A venda de drogas é a principal fonte de recursos destes grupos, que através do dinheiro obtido, se armam e estruturam ações ainda maiores como a ocorrida na noite da última terça-feira, onde 10 ataques acometeram a grande Florianópolis.

Airton Ramos

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