Por: diario | 28/09/2018

O candidato ao Governo de Santa Catarina pelo Partido Social Liberal (PSL), Carlos Moisés da Silva, o Comandante Moisés, esteve nessa quinta-feira (27) em Rio do Sul, cumprindo agenda na reta final das eleições de 2018. Natural de Florianópolis, Moisés é coronel da reserva do Corpo de Bombeiros e atuou durante muito tempo no Sul do Estado. É advogado e, pela primeira vez é candidato a um cargo político.

Em entrevista ao Jornal Diário do Alto Vale, Moisés falou sobre os projetos de governo do partido para Santa Catarina e ressaltou a importância do dinheiro público e da aplicação de tributação para todos. O primeiro tema foi a segurança pública, assunto do qual o candidato está familiarizado.

“Sou egresso dessa pasta, trabalhei anos como militar e também circulei na área do sistema prisional, conheço também a Defesa Civil. Não se faz segurança pública sem dinheiro, porque para se ter efetivo é preciso ter parte do orçamento para ampliar os quadros”, conta.

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Ele apresenta que o número de efetivos tanto dos Bombeiros, quanto da Polícia Civil e Militar vem reduzindo, enquanto a população cresce, movimento que deveria ser contrário.

“A violência cresceu, a criminalidade cresceu, as demandas por segurança pública cresceram e não houve investimento para manter esses efetivos. Da mesma forma que os serviços sofrem com escalas, todos têm defasagem de quadros e há uma tenção nessa área de trabalho. Nossa proposta é enxugar a máquina pública. Eliminar cargos comissionados e diminuir o número de Secretarias do Estado”.

Até ser candidato, Moisés não era filiado a nenhum partido e teve um trabalho desenvolvido junto ao Observatório Social de Tubarão. A proposta é abrir as contas públicas do Governo para que os cidadãos também sejam fiscais do dinheiro público.

“Pretendemos instalar um pacote ante-corrupção, ou seja, abrir os cofres públicos para que haja uma participação social. Vamos trazer projetos do Observatório Social Nacional para trabalharmos e dar essa abertura, para que a gente com a sociedade civil, possa melhorar o gasto público, enxugar a máquina, para sobrar dinheiro para a saúde, segurança e educação”, diz.

Para equilibrar as contas e garantir a eficiência da máquina pública, Moisés fala do corte de cargos comissionados e extinção das Agências de Desenvolvimento Regionais (ADRs).

“Foi criado uma estrutura que hoje sobrecarrega o Estado. Para fazer uma comparação, hoje são 15 Secretarias e o Governo anuncia o gasto de cerca de R$340 milhões por ano, e para você ter uma ideia, esse é o orçamento total do Corpo de Bombeiros. Se você poupar de um lado, você pode investir do outro”.

Ainda sobre economia, ele fala que é preciso rever as políticas de isenção e aplicar tributações mais justas, descomplicadas e para todos.

“Temos uma dívida de R$ 13 bilhões e ele isentou quase R$ 6 bilhões com produtos menos essenciais. Precisa ser revisto as isenções das empresas que se instalam, qual o reflexo positivo que elas provocam na nossa região, o que elas geram de emprego e renda e o que o Governo pode fazer para incentivar os micro e pequenos produtores”, comenta o candidato.

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Para ele as tributações devem ser menores, mas em maior quantidade.

“O Estado tem que cobrar menos tributos, essa é a verdade, mas saber cobrar mais. Evitar a sonegação, criar instrumentos para que o cidadão seja o fiscal. Esse é um dos projetos do nosso governo de participação popular, de incentivo a emissão de notas”.

Junto ao Governo Federal, a bandeira é a repactuação federativa.

“Hoje 60% dos tributos ficam em Brasília a proposta é inverter essa pirâmide e deixar o dinheiro mais no município. E a gente vai ter condição de dar uma infraestrutura para gerar o desenvolvimento. É tudo o que as pessoas que produzem e usam as estradas querem”, finaliza.

Susana Lima