Por: diario | 15/08/2014

Helena Marquardt

O candidato a deputado estadual pelo PSB, Leonardo Secchi, aposta na sua experiência em políticas públicas e em ideias inovadoras para conquistar os eleitores catarinenses e principalmente o Alto Vale. Ele traz como a principal proposta de governo o mandato compartilhado, no qual a comunidade é quem toma as decisões que serão a base de sua atuação na Assembleia Legislativa.

Leonardo Secchi é natural de Ibirama, tem 37 anos e é professor de Administração Pública da Udesc, e Ph.D em Políticas Públicas pela Universidade de Milão e pesquisador em Harvard e Barcelona e acredita que sua experiência poderia contribuir de forma significativa para uma mudança da política para melhor.

Secchi conta que nunca havia disputado nenhum cargo político, mas no ano passado quando começou o movimento da rede de sustentabilidade, acabou se engajando. “Quando a gente vê as pessoas indo para a rua, percebemos que as pessoas que estão fora da política tem que dar uma contribuição. E me senti chamado para trazer um pouco do conhecimento acadêmico que acumulei, para dar uma proposta de renovação”, disse.

Secchi afirma que sua candidatura tem um perfil jovem, assim como as pessoas que usam Facebook, celular e tablet. “Essas pessoas estão de saco cheio da política. Os jovens hoje estão interessados na política, mas pouquíssimo interessados em partido e essa é a grande questão. Eles acham que o mundo político é cheio de esquemas e as pessoas boas acabam se afastando e estamos tentando unir essas pessoas que querem o bem coletivo mas não estavam participando”, afirmou.

A sua principal proposta de campanha é o mandato compartilhado. “Esta é uma inovação nacional, que já existe no Japão, Suíça e outros países, chamada democracia digital. Criamos um sistema eletrônico onde as pessoas se cadastram e viram co-deputados e passam a compartilhar o mandato dentro da Assembleia. Em qualquer votação em plenária a partir do ano que vem, não serei eu votando, serão as pessoas. O que a maioria decidir eu vou obedecer”, adiantou.

Ele disse que hoje não existe nenhum sistema desse no Brasil e está trazendo esse conceito em sua candidatura porque isso é a democracia do século XXI. “Hoje em dia o político consegue financiamento da sua campanha com três grandes empresas, por exemplo, e fica o resto do mandato atrelado a eles. Nesse sistema não, o financiamento é plural e tudo é feito com a contribuição de todos. A melhor inteligência que existe é a inteligência coletiva”.

Ao todo o candidato tem 22 duas propostas concretas detalhadas em 37 páginas que contemplam áreas como administração pública, saúde, educação e meio ambiente. “Tenho certeza que esta é a agenda mais completa de todos os candidatos. E os cidadãos querem um representante que traga novos valores para a política”, garantiu.
Gratuidade das taxas cartoriais também é a outra proposta destacada por ele. “A Assembleia Legislativa tem o poder de estabelecer o preço dessas taxas. Já pagamos tantos impostos, muito altos, e as pessoas de baixa renda ainda a cada vez que tem que autenticar um documento ainda precisam pagar. Além da gratuidade, outra batalha é para que qualquer órgão público estadual possa reconhecer firma e autenticar documentos não apenas os cartórios”.