Por: diario | 04/09/2018

Com ideias como combate à corrupção e foro privilegiado, o candidato a deputado federal pelo Partido Social Liberal (PSL), Carlos Roberto Felipe, apresentou ao Alto Vale o plano de governo que vai seguir caso seja eleito.

De acordo com o médico de Ituporanga, o fim do foro privilegiado é fundamental para o combate à corrupção que está entranhada no país.

“Tanto que se for feito uma avaliação, o juiz Dr. Sérgio Moro prendeu mais de 100 pessoas e o Supremo Tribunal Federal não prendeu nenhum. O dinheiro da corrupção faz falta para uma pessoa que está com câncer em uma cama com dor, ou para uma criança que precisa de um antibiótico melhor, ou falta para uma criança comer uma fruta na creche. Então nenhum real pode ser pego com corrupção, ele fará falta, é um crime hediondo.”

Na área de segurança pública, Felipe defende a redução da maioridade penal para crimes graves, excludente de ilicitude para a polícia, um artigo do Código Penal que beneficia quem precisou agir em legítima defesa, e ainda o posse e o porte de armas para o cidadão de bem.

“É lógico que tem que ter a avaliação psicológica e técnica para poder ter posse da arma, como hoje já tem, e o porte de armas somente para o cidadão treinado. Não quer dizer que qualquer um possa portar uma arma, mas que se atender a esses quesitos e for cidadão de bem que possa ter para proteção”.

Carlos frisou que por conta da criminalidade, o Brasil está em 44º lugar no mundo no quesito de turismo.

“Nós temos nossa África no Brasil, que é o Amazonas, o Nordeste, Rio de Janeiro, nossa Santa Catarina com as praias e serras, Pantanal, e o turismo está muito aquém do que deveria. As pessoas tem medo de vir ao Brasil, nós mesmos temos medo de ir para cidades maiores, pois sabemos da violência e o combate à criminalidade deve ser intenso até acabar”, disparou.

Sobre economia, o candidato é favorável a autonomia dos estados brasileiros, com leis próprias, semelhante à dos americanos.

“Não concordo com a divisão do Brasil, em hipótese nenhuma. Nós temos a melhor nação do mundo, só que mal conduzida, e eu acredito que com a autonomia os estados vão conseguir gerir melhor o dinheiro”.

Para a agricultura, Carlos tem diversas propostas, dentre elas, dificultar a importação de produtos agrícolas que estão em safra.

“Por exemplo, o agricultor está colhendo a cebola dele e vem a cebola importada. Isso tem que ser sobretaxado ou dificultado bastante, porque se o colono não conseguir vender o produto dele, ele não terá dinheiro tanto para custear a safra, quanto para comprar no comércio. Aí vem o comprador e baixa o preço e o agricultor se obriga a vender. Isso é uma estratégia de quem atravessa o produto e consegue grandes lucros”, disparou.

Ele defende também a taxa de juros mais baixa para compra de implementos agrícolas, que os filhos possam acompanhar os pais na roça e propõe o projeto que se chamaria Vizinho Solidário.

“Como que os filhos vão aprender como funciona o sistema familiar, se os pais não podem levá-los para a roça? Eles não vão para a lavoura trabalhar, eles brincam, se divertem e ficam o dia todo em contato com os pais. Depois de uma idade pode ajudar em algumas atividades leves, como entregar sementes, uma coisa que não esforce as crianças, mas que ensine como é o sistema. Outra coisa que eu acho o cúmulo, é quando um vizinho ajuda o outro e vem a fiscalização e multa o agricultor por a pessoa não ter carteira assinada. Isso é um crime contra o produtor rural. Muitos vizinhos fazem troca de serviços, e pode sim ser por um simples acordo verbal entre os dois”.

Nas demais áreas, Carlos é favorável ao fim de radares fixos, fim do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), ou redução significativa dos valores; duplicação da BR-470 e demais BRs associando ciclovias; correção do SUS para melhorar o atendimento, diminuição de impostos; e escola pública eficaz sem partido com ênfase em inglês desde a primeira série.

Elisiane Maciel