Por: diario | 11/02/2018

Eleitores dos municípios de Taió, Salete Rio do Campo e Mirim Doce, que não conseguiram fazer o cadastro biométrico, poderão votar tranquilos em 2018. A Justiça Eleitoral informou que, por decisão do Juiz Eleitoral, Dr. Leandro Rodolfo Paasch, não será obrigatório para os eleitores, ter o cadastro atualizado. A Chefe do Cartório da 46ª Zona Eleitoral de Taió, Fernanda Coelho Pucci esclareceu que por ser ano eleitoral, o Cartório só vai realizar o cadastramento biométrico apenas para os eleitores que já fizeram o agendamento.

Fernanda adiantou que mais de 50% do eleitorado da 46ª Zona Eleitoral de Taió fez o recadastramento biométrico e que o mesmo será retomado depois de outubro, porque a prioridade para este ano, são as eleições. Ela disse que o corte de dois servidores, acabou comprometendo o atendimento, mas que todos serão atendidos no tempo devido. A Chefe do Cartório Eleitoral disse que o agendamento do atendimento pela internet, ajudou muito na excelência do serviço. São atendidas cerca de 120 pessoas por dia, desde abril de 2017, quando começou o recadastramento.

Todos os eleitores do em todos os municípios do Brasil vão passar pela biometria. As consequências para quem não estiver com o cadastro regularizado, é se em 2019, quando acabar o prazo, o eleitor pode ter problemas com o CPF. “Nesse ano a prioridade do tribunal não é mais a biometria. A prioridade é eleição, então diante dessa situação, o Juiz Eleitoral, com autorização Tribunal baixou uma portaria restringindo atendimento apenas para as pessoas que agendaram horário previamente no site”, explicou.

São mais de 27 mil eleitores nos quatro munícipios da 46ª Zona Eleitoral. Em maio, a Justiça Eleitoral encerra o prazo do Cadastro Nacional, onde será divulgado a lista com o número oficial de eleitores. O cadastramento biométrico também vai pôr um fim na discussão, como ocorreu em Mirim Doce nas últimas eleições, onde o número de eleitores é semelhante ao número de habitantes.

Domicílio eleitoral

A orientação é que as pessoas compareçam no cartório eleitoral com comprovante de residência no nome, ou um comprovante de vínculo com o município onde pretende votar. “Um vínculo empregatício, um atestado de frequência dos filhos na escola do município, ou um vínculo familiar. Ela pode preferir votar na cidade onde a família mora, isso é possível”, explicou.

Há uma diferença entre residência e domicílio eleitoral, que abrange, além da residência, um vínculo patrimonial. “Claro que eu não vou dizer que a gente vai aceitar todo mundo, mas a pessoa que for com a documentação correta ela conseguirá, não tem exceção”, relatou.

Voto impresso

Ela também adiantou que não há orientação do Tribunal Eleitoral sobre a implantação do comprovante impresso do voto e que a possibilidade é remota neste momento. “Não tem condições, não tem viabilidade e é impossível de ser implantada”, disse.

Como servidora da justiça eleitoral, se mostrou contrária à medida que visa impedir possíveis fraudes nas eleições. “Pelo menos aqui no cartório de Santa Catarina, a gente garante que não há fraudes, é muito difícil, é muito mais fácil a fraude no voto impresso, como era no voto de papel. É muito mais fácil o candidato comprar voto das pessoas, do leitor do que o silêncio de técnicos de informática, os melhores do Brasil”, explanou.

Por fim, a Chefe disse que o TSE promove competições para ver se alguém consegue burlar a segurança das urnas, “até agora, ninguém conseguiu”, finalizou.

Alexandre Salvador