Por: diario | 09/10/2018

O candidato a presidente Jair Messias Bolsonaro, do PSL, conquistou a maioria dos votos em todo o país e na região também surpreendeu. Ele venceu em 28 municípios do Alto Vale, além de Apiúna no Médio Vale, enquanto o segundo colocado no primeiro turno, Fernando Haddad, do PT, não alcançou votação expressiva nem mesmo em municípios governados por um prefeito da sigla.

A maior vitória de Bolsonaro na região foi em Agronômica, onde o chamado “capitão”, conquistou a preferência de 79,85% dos eleitores, enquanto apenas 8,85% escolheram o petista e outros 2,99% optaram Geraldo Alckmin.

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Já em Braço do Trombudo, Bolsonaro também obteve uma votação expressiva: ele foi a opção de 77,95 dos eleitores enquanto Haddad ficou com 8,88% e Alckmin 3,68%. Em terceiro com o maior percentual de votos para o militar entre as cidades do Alto Vale estava Lontras onde ele obteve 76,92% dos votos contra 10,91% de Haddad e outros 3,33% de Ciro Gomes. A menor votação do PSL para o cargo mais alto do país foi em Chapadão do Lageado, onde obteve 60,25% dos votos, ainda assim grande maioria.

Já o maior percentual do candidato do PT foi alcançado em Vitor Meireles onde Haddad conseguiu 26,11% dos votos, seguido de Chapadão do Lageado com 25,73% e Santa Terezinha com 24,97. Em Rio do Campo, cidade governada pelo petista Rodrigo Preis ele obteve apenas 17,91%.

Outros dados que chamam a atenção na corrida presidencial é que Alckmin foi o terceiro candidato melhor colocado em 16 cidades, enquanto Ciro Gomes foi o terceiro mais votado em 10 cidades.

Amoedo, do Novo, foi a terceira opção mais votada em Dona Emma com 4,75% e Salete com 3,79% e também empatou com a Alckmin com o mesmo percentual de votos, 3,03, em Rio do Oeste. Os demais candidatos não ficaram nas primeiras posições do ranking em nenhuma das cidades.

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Alianças para o segundo turno

No segundo turno Bolsonaro também deve ganhar apoio total dos partidos que compõem a coligação “Aqui é trabalho” que tem como candidato a majoritária Gelson Merísio, que vai disputar o segundo turno com o Comandante Moisés, candidato do próprio PSL, por isso em Santa Catarina a especulação é de que a preferência pela eleição do militar seja ainda mais expressiva que os 65% registrados no primeiro turno. Candidatos do MDM como Rogério Peninha Mendonça, também devem trabalhar para Bolsonaro.

A vice na chapa do presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin , a senadora Ana Amélia (PP) também anunciou nesta segunda-feira (8) que pretende seguir a decisão tomada pelo diretório estadual do seu partido em apoiar neste segundo turno o candidato do PSL, Jair Bolsonaro.

Já o Partido dos Trabalhadores de Haddad deve contar com o apoio dos petistas catarinenses e também simpatizantes de Ciro Gomes (PDT) e Guilherme Boulos (Psol). A expectativa é de que Marina Silva (Rede) também anuncie apoio a Haddad nos próximos dias.

Helena Marquardt

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