Por: diario | 24/01/2019

O presidente Jair Bolsonaro, em discurso no Fórum Econômico Mundial de Davos, disse que vai abrir a economia brasileira para o mundo e colocar o país entre os 50 melhores para se fazer negócio.O presidente Jair Bolsonaro, em discurso no Fórum Econômico Mundial de Davos, disse que vai abrir a economia brasileira para o mundo e colocar o país entre os 50 melhores para se fazer negócio.No discurso de seis minutos, Bolsonaro afirmou que:

• o governo investirá “pesado” em segurança para que estrangeiros visitem mais o Brasil;

• pretende “avançar” na compatibilização de preservação ambiental e desenvolvimento econômico;

• diminuirá a carga tributária para “facilitar a vida” de quem produz;

• trabalhará pela estabilidade macroeconômica;

• respeitará contratos;• promoverá privatizações;

• buscará o equilíbrio das contas públicas;

• colocará o Brasil no ranking dos 50 melhores países para se fazer negócios;• fará a “defesa ativa” da reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC);

• defenderá a família e os “verdadeiros” direitos humanos;

• protegerá o direito à vida e à propriedade privada;

• promoverá uma educação voltada aos desafios da “quarta revolução industrial”.

O presidente ressaltou em diversos momentos, que pretende intensificar as relações comerciais do Brasil e atrair investidores para o país.“O Brasil ainda é uma economia relativamente fechada ao comércio internacional, e mudar essa condição é um dos maiores compromissos deste governo”, disse o presidente. “Vamos resgatar nossos valores e abrir nossa economia”, completou.Segundo ele, o prazo para incluir o país no ranking dos 50 melhores para se fazer negócio, é o final do mandato. Em uma lista divulgada pelo Banco Mundial em outubro de 2018, o país estava na 109ª posição.“Tenham certeza de que, até o final do meu mandato, nossa equipe econômica, liderada pelo ministro Paulo Guedes, nos colocará no ranking dos 50 melhores países para se fazer negócios”, disse o presidente.Bolsonaro afirmou ainda que vai se empenhar para aprovar as reformas “de que precisamos e que o mundo espera de nós”.

No discurso, ele não mencionou nenhuma reforma especificamente. Depois, numa sessão de perguntas e respostas com o presidente-executivo do Fórum, Klaus Schwab, o presidente citou a reforma da Previdência e a tributária.Em linhas gerais, Bolsonaro ainda expôs quais são as metas que o governo vai buscar na economia. Ele destacou a diminuição da carga tributária e uma simplicação das normas para estimular o setor produtivo.

O presidente também disse que o governo vai realizar privatizações e agir para equilibrar as contas públicas.“Vamos diminuir a carga tributária, simplificar as normas, facilitando a vida de quem deseja produzir, empreender, investir e gerar empregos. Trabalharemos pela estabilidade macroeconômica, respeitando os contratos, privatizando e equilibrando as contas públicas”, disse o presidente no discurso.

Sem ‘viés ideológico’

Bolsonaro enfatizou que o Brasil vai construir parcerias no cenário internacional, sem o que chamou de “viés ideológico”.“Nossas relações internacionais serão dinamizadas pelo ministro Ernesto Araújo, implementando uma política na qual o viés ideológico deixará de existir”, disse o presidente.Na sessão de perguntas e respostas, ele afirmou que o Brasil pretende fazer negócios com todos os países “que comungam com práticas semelhantes à nossa”.

Meio ambiente

Havia uma expectativa em torno da abordagem, que Bolsonaro daria em seu discurso ao tema da preservação ambiental. O Brasil é reconhecido na comunidade internacional, como um dos países protagonistas no debate sobre meio ambiente. No entanto, declarações de Bolsonaro depois de eleito, geraram dúvidas sobre a atuação do país nessa área.No discurso em Davos, Bolsonaro disse que o Brasil é o país que mais preserva o meio ambiente e afirmou que o governo quer compatibilizar preservação ambiental e biodiversidade com avanço econômico.

“Nossa missão é avançar na compatibilização da preservação do meio ambiente e biodiversidade com avanço econômico”, afirmou.“Hoje, 30% do Brasil são florestas. Então, nós damos, sim, exemplo para o mundo. O que pudermos aperfeiçoar, o faremos. Nós pretendemos estar sintonizados com o mundo na busca da diminuição de CO2 e na preservação do meio ambiente”, complementou o presidente depois do pronunciamento, na sessão de perguntas e respostas.