Por: diario | 28/04/2018

O descontentamento e a insatisfação do senador Dário Berger (MDB) com a atitude do Palácio do Planalto, ficaram evidentes depois que o Governo enviou nesta semana, ao Congresso Nacional, um projeto para alterar o Orçamento Geral da União que cancelaria aproximadamente R$ 60 milhões do total de R$ 580 milhões aprovados para obras e manutenção de rodovias federais em Santa Catarina.
A inclusão desse dinheiro foi articulada enquanto o senador catarinense presidia a poderosa Comissão Mista de Orçamento. Contrariado, Berger deu o recado pessoalmente à liderança do governo e destacou que não aceitaria que tirassem R$ 1 dos recursos que conquistou a duras penas para obras que, inclusive, já estão em andamento no Estado.
O recado foi acolhido e os recursos mantidos. Seriam afetadas as BRs 470, 280, 285 e 163.

Ministério Extraordinário da Segurança Pública

A comissão mista responsável por analisar a medida provisória que cria o Ministério Extraordinário da Segurança Pública (MP 821/2018), aprovou na quarta-feira (18), o plano de trabalho do colegiado. A comissão ouvirá em duas audiências públicas autoridades ministeriais e gestores em esfera federal dos órgãos públicos que estarão subordinados ao novo Ministério.
O plano de trabalho, apresentado pelo relator, senador Dário Berger (MDB), prevê que sejam ouvidas na primeira audiência os ministros Raul Jungmann, do novo Ministério; Torquato Jardim, da Justiça; Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), além de Claudio Lamachia, Presidente Nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e do Procurador da União e ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.
“Para iniciar os debates, teremos uma conversa de altíssimo nível com as mais elevadas autoridades que compõem o sistema que de uma forma direta ou indireta estão envolvidos com a Segurança Pública”, explicou Dário.
A comissão também realizará audiência pública para ouvir os diretores gerais do Departamento Penitenciário Nacional, da Força Nacional de Segurança e das polícias Federal e Rodoviária.
“Nosso papel nesta comissão será examinar o texto que nos foi submetido com espírito republicano e responsabilidade política. Não haverá espaço para discussões fisiológicas ou corporativistas. Vivemos uma crise institucional de Segurança Pública que aflige a toda sociedade e o propósito dessa Medida Provisória se revela importante. A Segurança Pública deve ser a prioridade das políticas públicas elaboradas pelo parlamento e executadas pelo Poder Executivo”, finalizou Dário.