Por: diario | 09/05/2018

Em sessão da Câmara de Vereadores de Rio do Sul realizada nessa segunda-feira (7), foi lida a proposta de lei 54/2018, de autoria do vereador Marcos Norberto Zanis (PSD), o Marcão. O projeto apresentando pretende criar uma Banco Municipal de Materiais de Tecnologia Assistiva, para pessoas que carecem desse tipo de equipamentos e não tem condição de adquiri-los.

A ideia da proposta surgiu, segundo o vereador, da demanda apresentada junto a câmara, mas também na Assistência Social e Secretaria de Saúde de Rio do Sul. “Existem muitas pessoas que nos procuram e pedem muletas e cadeira de rodas, então a intensão do projeto é organizar para que esses materiais fiquem armazenados na Secretaria de Saúde”, comenta o vereador.

A tecnologia assistiva busca proporcionar e ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiências, ou que sofreram algum trauma ou acidente, provavelmente a independência e consequentemente a inclusão. “Existem programas como o Caminho Novo, que realizam essa assistência, só que esse serviço você tem que pagar por mês, sem necessariamente estar utilizando os equipamentos”, apresenta o vereador.

Marcão explica que a elaboração do projeto contou com o auxílio da Secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, assim como a Secretaria de Saúde e a entidade de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE). “Destaco também que a Assistência Social, na pessoa da Danielle Radke, nos ajudou a montar o projeto junto também da Secretaria de Saúde e da diretoria da APAE. A ideia surgiu dessa necessidade e montamos um projeto em conjunto”, explica.

Como deve funcionar o MOVE

Segundo o vereador a proposta é sensibilizar a comunidade, que possa ter equipamentos como cadeira de rodas, cadeira de banho, muletas, andador, bengalas, cama hospitalar, tipoia e prótese, e que estejam em desuso, para a doação desses materiais para o banco. “O objetivo do projeto é também fazer uma campanha para que as pessoas que tenham esses materiais possam doá-los ao banco, assim como associações comunitárias, organizações e Ongs”, conta.

O banco, montado a partir de materiais doados pela comunidade, deverá ser administrado pela Secretaria de Saúde, que ficaria responsável também pelo cadastro das pessoas que solicitarem o serviço, e o monitoramento do uso do equipamento, que deverá ser emprestado mediante a um termo de sessão de uso. Destinado a especialmente quem não tem condições de adquirir esses tipos de materiais. “A Secretaria disporia de uma equipe para realizar a avaliação, identificar o material que o paciente precisaria e quantos dias deve estar à disposição dela. Depois desse período, faz a devolução do equipamento de novo para o banco”, explica Marcão.

De acordo com ele ainda a proposta foi bem recebida entre os colegas de Câmara. Agora o projeto deverá ir para as comissões permanentes e para votação em plenário. Marcos comenta também que depois do primeiro passo para a criação do banco, a busca por recursos para a manutenção será mais fácil. “Claro também que tendo o projeto em lei fica mais fácil para buscarmos recursos parlamentares, para conseguir abastecer e realizar a manutenção desse banco”, finaliza.

Susana Lima

Receba primeiro as notícias do Jornal Diário do Alto Vale, faça parte do grupo de Whatsapp. Clique aqui